São Paulo – O pré-sal deverá fazer a indústria naval faturar US$ 17 bilhões por ano até 2020 e dobrar a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Essa é a expectativa do setor divulgada nesta quarta-feira (13) pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, à Agência Brasil. Produção offshore é realizada em alto mar e corresponde à maior parte do petróleo explorado no Brasil.
“O que garante tudo isso é o tamanho da reserva no pré-sal, que coloca o Brasil entre as cinco ou seis maiores reservas do mundo”, afirmou Mendonça durante a feira Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. Ele disse que a cadeia de produção do petróleo corresponde a 95% da indústria naval brasileira, que é dividida em três segmentos: o de produção de plataformas, produção de navios e fabricação de embarcações de apoio.
A Abenav estima que até 2020 serão necessárias 81 plataformas e sondas de perfuração, 196 barcos de apoio e 72 petroleiros. Até 2016, o setor deverá empregar 100 mil trabalhadores.
A exploração de petróleo na camada de pré-sal corresponde a aproximadamente 22% da produção nacional da commodity. Em maio, o montante procedente do pré-sal chegou a 520 mil barris por dia. As reservas provadas de petróleo na camada de pré-sal são de aproximadamente 3,5 bilhões de barris de petróleo e 174 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
À Agência Brasil, Mendonça afirmou que a produção de outras embarcações também trará resultados positivos para o Brasil. Estão previstas, por exemplo, a construção de 142 barcaças (similar a balsas para transporte de cargas). Embora seja um equipamento com pouco valor agregado, afirmou o executivo, o grande volume de barcaças encomendadas indica que haverá crescimento da navegação fluvial brasileira.


