São Paulo – A mineradora brasileira Vale divulgou nesta quinta-feira (30) o balanço do terceiro trimestre de 2014 com prejuízo líquido de US$ 1,437 bilhão. No documento, a empresa informa que até obteve um crescimento de US$ 521 milhões nas vendas no período, no entanto, seus resultados foram prejudicados pela queda do preço do minério de ferro e pela desvalorização do real em relação ao dólar.
“O prejuízo líquido foi de US$ 1,437 bilhão contra um lucro líquido de US$ 1,428 bilhão no trimestre passado, refletindo principalmente o impacto não caixa de variações cambiais e perdas monetárias em dívidas e derivativos de US$ 2,683 bilhões devido à depreciação do real frente ao dólar americano”, afirma o documento da Vale.
A companhia observa que no terceiro trimestre o real perdeu 11,3% de seu valor em relação ao dólar. Em 30 de junho, o dólar estava cotado a R$ 2,20. Em 30 de setembro, a moeda norte-americana valia R$ 2,45. O preço de referência de minério de ferro no terceiro trimestre foi de US$ 90,21 por tonelada métrica. No segundo trimestre, havia sido de US$ 102,60. No terceiro trimestre de 2013, a o produto estava cotado a US$ 132,51. O preço da commodity tem caído devido à demanda menor.
No documento, a Vale afirma que seu estoque de minério de ferro cresceu em 9,3 mil toneladas no terceiro trimestre devido à interdição da Estrada de Ferro de Carajás, no Pará, o que prejudicou os embarques, e ao aumento do estoque no Centro de Distribuição da Malásia e na planta de pelotização de Sohar, em Omã.
A unidade do país árabe aumentou sua produção no período, assim como a planta de Tubarão, no Espírito Santo. No total, a empresa produziu 11,44 mil toneladas de pelotas no terceiro trimestre, volume 15% maior ao produzido no segundo trimestre e 17,6% maior do que no mesmo período de 2013.
A receita operacional bruta da empresa em seus negócios com os países do Oriente Médio somou US$ 359 milhões entre julho e setembro, uma expansão de 3,9% sobre o segundo trimestre.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações preferenciais da empresa, sem direito a voto, eram cotadas a R$ 20,54 às 13h50 desta quinta-feira. A depreciação era de 4,29%.


