Da redação*
São Paulo – O aumento da cotação do petróleo no mercado internacional fez com que a economia de sultanato de Omã tivesse um forte desempenho no ano passado. Os dados constam do relatório anual divulgado recentemente pelo Banco Central do país árabe.
Segundo o estudo, as exportações do país aumentaram em 14,4%, saíram de US$ 11,65 bilhões em 2003, para US$ 13,32 bilhões em 2004. Já as importações tiveram um crescimento ainda maior, de 29,3%, passando de US$ 6,79 bilhões em 2003, para US$ 8,78 bilhões no ano passado. Com isso, o saldo da balança comercial sofreu uma queda de 6,6%, de US$ 4,54 bilhões, para US$ 4,86 bilhões.
A economia do país continua fortemente dependente do petróleo. As exportações do produto (tanto bruto quanto refinado) representaram 69,2% do total dos embarques, sendo que se for considerado também o setor de gás natural, o percentual sobe para 81,3% do total. Em 2004 as exportações de petróleo bruto somaram US$ 9,07 bilhões, o que significou um aumento em 17%, em relação a 2003 (US$ 7,75 bilhões).
A valorização da commodity, inclusive, compensou uma queda na produção, de 299 milhões de barris em 2003 para 285,4 milhões de barris no ano passado.
Ao contrário do petróleo, a produção de gás natural teve um pequeno aumento de 24,10 bilhões de metros cúbicos em 2003, para 24,15 bilhões de metros cúbicos em 2004. As reservas de petróleo em 2004 estavam em 4,803 bilhões de barris e as de gás natural em 686, 4 bilhões de metros cúbicos. A produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) foi de 6,6 milhões de toneladas e será aumentada em mais 3,3 milhões de toneladas.
As exportações de produtos não ligados ao setor de petróleo aumentaram em 38,2%, de US$ 789,9 milhões em 2003, para US$ 1,09 bilhão no ano passado. Os principais produtos não relacionados ao setor petrolífero exportados por Omã são animais vivos, produtos de origem animal, vegetais, alimentos, bebidas e produtos minerais. As principais mercadorias importadas são alimentos, animais vivos, bebidas, tabaco; matérias-primas, minerais, combustíveis e lubrificantes. Os principais países fornecedores de Omã são os Emirados Árabes Unidos (32,4%), Japão (14,0%), Itália (5,9%) e Reino Unido (5,0%).
O Produto Interno Bruto (PIB) de Omã teve um aumento de 14,4% em 2004, de US$ 21,67 bilhões, para US$ 24,79 bilhões. No ano anterior, a economia do país cresceu 6,9%. O crescimento do setor industrial, que representa 55% do PIB, foi de 18,4%, sendo que as atividades petrolíferas aumentaram em 17,4%, e as não-petrolíferas apresentaram um aumento ainda maior, de 21,9%. O desempenho dos setores não ligados ao petróleo foi impulsionado principalmente pelos segmentos de construção e fornecimento de água e eletricidade.
Ainda de acordo com o relatório, a inflação no país, medida pela variação anual média no índice de preços ao consumidor de Mascate, capital do país, manteve-se baixa, em 0,4%, apesar de um aumento em relação aos índices levemente negativos dos anos anteriores.
O emprego no país também aumentou, tanto no setor privado quanto no público. O número de omanis que trabalham no setor privado aumentou em 16,4%, de 74,8 mil no final de 2003, para 87 mil no final do ano passado. O número de estrangeiros empregados no setor privado aumentou em 4,2%.
No setor público, o número de empregos aumentou em 3,2%, de 123 mil em 2003, para 127 mil em 2004. No entanto, ao passo que número de omanis aumentou em 5,1%, o número de estrangeiros que trabalham no setor público diminuiu em 4,5%, seguindo a política do país de nacionalizar os empregos no setor público.
Perfil
Localizado na entrada do Golfo Arábico, no extremo Leste da Península Arábica, Omã faz fronteira com os Emirados, Árabes Unidos, com a Arábia Saudita em com o Iêmen. O país tem uma população de 2,7 milhões de pessoas, é membro do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Apesar da economia ser dependente do petróleo, a agricultura e a pesca são atividades tradicionais. As indústrias metalúrgica, têxtil e de alimentos são também importantes para o país.
*Tradução de Silvia Lindsey com informações da redação da ANBA

