São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) da Arábia Saudita deverá crescer menos neste ano e em 2016 por causa da queda na arrecadação com a principal atividade econômica do país: a exploração de petróleo. De acordo com um documento sobre o desempenho da economia saudita divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB deverá avançar 2,8% neste ano e 2,4% em 2016. No ano passado, a expansão foi de 3,5%.
O relatório divulgado pelo FMI é resultado de uma avaliação da economia do país concluída em 29 de julho. Segundo este documento, a Arábia Saudita desfrutou de um forte crescimento nos últimos anos em razão da produção e do preço elevados do petróleo. Essa realidade, contudo, mudou desde 2014, quando os preços da commodity caíram 50%.
Por causa deste novo patamar do preço do petróleo, o FMI prevê desaceleração no crescimento do PIB. O déficit fiscal deste ano deverá corresponder a 19,5% do PIB e o déficit em conta corrente deverá se converter em superávit já em 2016.
O FMI observa que, apesar das receitas menores com exportação de petróleo, a Arábia Saudita tem um endividamento baixo e que apesar de os depósitos terem caído, os bancos sauditas são capazes de suportar crescimento e receitas menores.
“A queda nos preços do petróleo aumentou a importância de reformas estruturais para que se mude o indutor do crescimento do setor público para o setor privado”, afirma o documento. Além das receitas de petróleo mais baixas, o FMI observou que tensões regionais oferecem riscos ao crescimento do país.
O Fundo elogiou os esforços sauditas em promover ações que abram vagas de trabalho e diversifiquem a economia. Entre elas, citou o esforço do governo em aperfeiçoar o ambiente de negócios, desenvolver a infraestrutura, ampliar oportunidades de trabalho às mulheres e investir em educação e capacitação.


