São Paulo – O Índice de Preço dos Alimentos calculado mensalmente pela organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) caiu pelo segundo mês seguido em maio. De acordo com os resultados divulgados pela instituição nesta quinta-feira (05), em Roma, os preços internacionais caíram 1,2% no mês passado para 207,8 pontos. Em abril, o índice havia chegado a 210,3 pontos e, em março, quando registrou os preços mais elevados em dez meses, foi de 213 pontos. Em maio do ano passado, o índice estava em 214,8 pontos.
Na avaliação da FAO, os preços caíram devido ao amplo fornecimento de alimentos no período. Além disso, a organização observou que há uma tendência de boa safra de cereais neste ano. A redução nos preços de maio foi provocada pela queda nos preços dos laticínios, cereais e óleos. No entanto, a instituição observou que houve um aumento nos preços do açúcar e que os custos da carne se mantiveram estáveis.
O índice de preços de cereais registrou 204,4 pontos em maio, 1,2% inferior aos preços de abril e 13% abaixo do registrado em maio do ano passado. Segundo a FAO, há perspectiva de grande fornecimento de milho. Já os preços do trigo tiveram redução e os do arroz tiveram pequena variação.
Os preços de óleos vegetais caíram 1,8% em comparação com abril, segundo a FAO, por causa da queda nos custos com os óleos de palma, soja e canola. Os preços dos derivados de leite somaram 238,9 pontos em maio, 5% a menos do que em abril. O índice para o preço das carnes somou 189,1 pontos e se manteve inalterado sobre abril. Já o açúcar chegou a 259,2 pontos em maio, com alta de 3,7% sobre abril devido às previsões de queda na produção da commodity em razão de fatores climáticos.
A FAO afirmou que ao fim da safra de 2015 os estoques de cereais deverão chegar a seu nível mais alto nos últimos dez anos, com 576 milhões de toneladas. Segundo a instituição, a safra deste ano de cereais deverá somar 2,48 bilhões de toneladas, ou 1,3% inferior ao registrado na safra passada.
O índice calculado pela FAO é baseado na variação dos preços dos alimentos de cinco grupos de commodities: cereais, carnes, laticínios, açúcar e óleos.


