Brasília – A presidente da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), Connie Hedegaard, renunciou nesta quarta-feira (16). Ela vinha sendo acusada por representantes de países em desenvolvimento de querer beneficiar países ricos nas negociações. Ela será substituída pelo primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen. As informações são da BBC Brasil.
As razões da renúncia ainda não foram esclarecidas. Hedegaard disse que seria mais apropriado que o encontro fosse presidido pelo primeiro-ministro, tendo em vista a presença de tantos chefes de Estado nos estágios decisivos do evento, marcado para terminar na próxima sexta-feira (18).
As negociações continuam divididas e os protestos nas ruas de Copenhague, na Dinamarca, parecem ter ganhado força nesta reta final. Manifestantes criticam o pouco progresso rumo a um acordo. Pouco após o início de uma passeata, na manhã de hoje, a polícia dinamarquesa afirmou ter prendido cerca de cem pessoas, após supostas ameaças de ativistas de que o grupo furaria um bloqueio policial.
Na sede da conferência, as discussões parecem estar irremediavelmente paradas em questões como metas para países desenvolvidos e, sobretudo, financiamento para redução de emissões de gases de efeito estufa em longo prazo.
Em entrevista ao jornal britânico Financial Times publicada nesta quarta-feira, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, chegou a dizer que os países em desenvolvimento deveriam deixar este objetivo de lado para obter um acordo.
Ban Ki-moon afirmou que um acordo final COP-15 pode não incluir a ajuda financeira prometida aos países em desenvolvimento. Ele admitiu não ter certeza de que será possível chegar a um acordo sobre o financiamento de longo prazo e afirmou que o valor da ajuda não deve ser a única discussão, porque há outras questões importantes.
A ajuda financeira dos países ricos aos países em desenvolvimento é vista como um dos elementos essenciais para que seja fechado um acordo em Copenhague (Dinamarca).

