Da Agência Brasil
Brasília – O presidente da Parmalat Brasil, Ricardo Gonçalves, afirmou há pouco que a empresa é viável e pode continuar operando no país. De acordo com Gonçalves, a viabilidade da Parmalat Brasil depende de uma reestruturação que melhore a situação do fluxo de caixa da empresa: "Devemos resgatar a companhia até para que ela possa ser entregue a alguém interessado em comprá-la depois".
Em depoimento na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que está acompanhando a crise da multinacional italiana, Gonçalves informou que, na
última terça-feira (3), a empresa conseguiu honrar a folha de pagamento dos empregados.
O presidente da Parmalat destacou que a empresa possui 6,2 mil, 20 mil fornecedores e representa 5% do mercado de leite no Brasil. Ele lamentou a falta de apoio internacional que tem colocado a Parmalat Brasil em uma situação de "desconforto".
Gonçalves observou que a empresa possui R$130 milhões em fundos recebíveis, mas, há dois meses, quando começou a crise os bancos têm retido todo o dinheiro: "a empresa se vê cada vez mais impossibilitada em administrar seu fluxo de caixa". Gonçalves ressaltou que a ajuda financeira à empresa "estancou".
No período que pré-antecedeu a crise, a Parmalat já possuia 117 pedidos de protesto e 5 de falência. O depoimento de Gonçalves está ocorrendo no plenário 9 da Câmara dos Deputados

