Da Agência Brasil
Brasília – Uma comissão formada por deputados, representantes dos trabalhadores de alimentação e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, esteve hoje reunida com o interventor do governo italiano da Parmalat, Enrico Bondi, na Itália.
Segundo o ministro a prioridade é assegurar a continuidade operacional da empresa no Brasil, pagamento de fornecedores e a manutenção do emprego.
De acordo com o ministro, um dos destaques da conversa foi o pedido de concordata da Parmalat no Brasil. "Queremos evitar prolongamento dessa situação. A empresa no Brasil precisa apresentar os documentos que faltam
para que seja tomada uma decisão judicial", afirmou Rossetto.
A Parmalat no Brasil pediu um prazo de noventa dias para a apresentação dos documentos e a justiça brasileira concedeu trinta dias. "Esse prazo precisa ser antecipado para sairmos da crise de instabilidade", afirma o ministro.
De acordo com o ministro, o Brasil não seguiu o exemplo de intervenção como ocorre na Itália, porque a legislação brasileira não permite. "O Brasil discute agora sua lei de falências", completa.
Em dezembro do ano passado, o governo italiano aprovou uma lei que permitiu a intervenção e estabeleceu um prazo de 60 dias para a avaliação do interventor sobre a viabilidade da empresa continuar funcionando.
Depois de mais quatro meses o interventor deverá apresentar o plano de restruturação. Esse prazo termina no dia 24 de fevereiro. O ministro concedeu entrevista coletiva à imprensa por telefone.

