Da Agência Brasil
Rio – A produção de aço bruto brasileira atingiu no ano passado o recorde histórico de 31,1 milhões de toneladas, com aumento de 5,2% sobre o exercício anterior, cabendo aos laminados parcela de 21 milhões de toneladas, superior em 10,7% à de 2002. O faturamento da indústria siderúrgica nacional somou R$ 34,7 bilhões, com incremento de 31,4% sobre o ano anterior.
O resultado foi anunciado hoje, nesta capital, pelo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), José Armando de Figueiredo Campos, depois da primeira reunião do Conselho Diretor da entidade. As vendas internas consumiram 15,4 milhões de toneladas, ficando 2,6% abaixo do total do ano anterior, embora a produção dos aços planos tenha crescido 4,3% sobre 2002, com 9,5 milhões de toneladas.
Campos explicou que os aços longos, que mostraram queda de 12% nas vendas internas na comparação com 2002, refletem a retração da economia, devido principalmente ao desempenho negativo do setor da construção civil, que
acusou queda de 25% no consumo de aço.
A performance negativa do mercado doméstico foi compensada pelo aumento das exportações, da ordem de 11,1% em termos de volume, contabilizando cerca de 13 milhões de toneladas, e de 34,5% em termos de valor, com um total de US$ 3,9 bilhões.
De acordo com o presidente do IBS, isso demonstra a retomada dos preços no mercado internacional e a melhoria do mix de produtos ofertados, uma vez que as usinas brasileiras diminuíram a venda de semi-acabados e ampliaram a comercialização de laminados, mais valorizados.
Sobre o consumo aparente, a queda identificada pelo IBS foi de 3,2%, acentuando-se para o setor de longos, que caiu perto de 12%, em razão da venda de 800 mil toneladas a menos do que em 2002, provocada pela retração
da construção civil.

