Rio de Janeiro – A produção de aço bruto no Brasil cresceu 6,9% no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 17,44 milhões de toneladas. Os produtos laminados mostraram expansão de 3,3% e semi-acabados, 21,9%. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio Azevedo, mais de 80% da produção do setor foi destinada aos três maiores segmentos consumidores da cadeia produtiva do aço: construção civil, indústria automotiva e indústria de bens de capital.
As vendas para o exterior tiveram queda de 10,3%, em volume. Foram exportadas 5,05 milhões de toneladas no primeiro semestre, com valor positivo de US$ 3,66 bilhões. Azevedo explicou que o decréscimo ocorreu em virtude do aumento de produção e do crescimento das vendas internas. "Isso significa que as siderúrgicas nacionais deslocaram uma parte significativa das exportações que fazem normalmente, para atendimento do mercado interno, que se acha aquecido naquelas três cadeias", observou.
Já as importações subiram em volume 58,8% no semestre, atingindo 1,05 milhão de toneladas. Com isso, houve expansão de 77,8% no valor comprado. Boa parte das importações do setor constitui-se de trilhos, que não são produzidos no Brasil, conforme esclareceu Azevedo. Outra parte é destinada a formar estoques para que não haja desabastecimento no mercado doméstico.
O ano de 2008 deve fechar com produção de aço bruto de 36,27 milhões de toneladas, com crescimento de 7,4% em relação ao ano passado. Para as vendas internas, a previsão do presidente do IBS é de aumento de 12,5% no ano, totalizando 23,12 milhões de toneladas. As exportações devem ser ampliadas em 2,1% em comparação à quantidade embarcada em 2007 (10,31 milhões de toneladas). Em termos de valor, entretanto, o IBS trabalha com a projeção de expansão de 16,7% este ano, atingindo um total de US$ 7,7 bilhões.
Azevedo informou que os preços do aço no mercado internacional estão subindo. “E os preços no Brasil também estão subindo porque os insumos estão crescendo. O minério de ferro subiu de 60% a 90%, dependendo da qualidade. O coque subiu mais de 200%”, destacou. Para o segundo semestre de 2008, Azevedo afirmou que a expectativa é positiva, bem como para o próximo ano. “Não falta consumidor de aço para o ano que vem, nem falta laminação ou aço para o ano que vem”.

