Agência Brasil
Rio de Janeiro – A produção industrial nos primeiros seis meses do ano de 14 regiões brasileiras apresentou crescimento se comparada com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Industrial Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Rio Grande do Sul foi o estado que mais cresceu, com 8,5%, seguido de Minas Gerais, com 7,9%, do Paraná, com 7%, e de Pernambuco, 6,4%. No Rio Grande do Sul, as maiores contribuições foram dos setores de refino do petróleo e produção de álcool, máquinas e equipamentos e veículos automotores.
Santa Catarina cresceu 4,8%, Espírito Santo 4,3% e São Paulo 4,1%. A produção industrial do Pará evoluiu 3,5% nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2006, a do Rio de Janeiro 2,3%, a da região Nordeste 2,2%, a de Goiás 1,6%, a do Ceará 0,5%, a da Bahia 0,3% e a do Amazonas 0,2%.
"A evolução de junho foi favorável principalmente para os estados com uma produção grande de segmentos que têm um dinamismo forte na indústria, como máquinas e equipamentos, tanto para investimento quanto para a recuperação do setor agrícola, e a produção de automóveis, o que pode ser verificado principalmente estados do Sul, São Paulo e Minas Gerais", explicou Isabella Nunes, gerente de Análises e Estatísticas do IBGE.
A economista observou que a indústria vem se recuperando desde setembro do ano passado e já cresce por nove trimestres consecutivos. Nos seis primeiros meses de 2007, o crescimento foi de 4,8%, contra 2,7% no mesmo período do ano passado. Mas, segundo ela, ainda está longe do resultado de 2004, quando o crescimento da produção industrial foi 8,3% nos primeiros seis meses.
"Essa recuperação mostra uma sustentação muito forte do setor de bens de capital, refletindo uma recuperação do setor agrícola e de segmentos associados aos investimentos industriais. E ainda uma grande dinâmica na fabricação de automóveis e de seus componentes e a manutenção das commodities exportadoras, como minérios de ferro, produtos siderúrgicos e petróleo", disse Isabella Nunes.
No acumulado do ano, as atividades que tiveram maior destaque no total da indústria brasileira foram máquinas e equipamentos (17,5%) e veículos automotores (8,9%). Já o setor de material eletrônico e equipamentos teve uma queda de desempenho de 9,1%.

