Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br
Omar Nasser, da Fiep*
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São Paulo – Os produtores brasileiros de gesso pretendem entrar no mercado do Oriente Médio a partir da missão que a Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) farão para a região neste mês. O Sindicato da Indústria de Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) é um dos participantes da delegação brasileira que visitará o Kuwait, o Catar e os Emirados entre o próximo domingo (18) e o dia 30 de novembro. Um total de 20 empresas e associações brasileiras estarão representadas na missão.
O Sindusgesso vai buscar negócios para o Brazilian Gypsum, consórcio de exportação ligado ao sindicato, integrado por 19 empresas produtoras de gesso dos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará. Estes três estados concentram 95% da produção de gesso do país. O empresário Hildeberto Alencar, integrante do conselho do consórcio e dono de uma das indústrias que o formam, a Gesso Trevo, acredita que a missão marcará a entrada do grupo no mercado árabe. Alencar vai representar o consórcio junto com o presidente do Sindusgesso, Josias Inojosa de Oliveira Filho, e o diretor de exportação do consórcio, Alfredo Naja Domingos.
Os três já têm contatos feitos com importadores de gesso nos três países e vão se encontrar com eles durante a viagem. O consórcio exporta gesso para parede – blocos de gesso, cola e massa de gesso – e para teto – placas de gesso, cola e massa de gesso. O material pode ser usado em divisões de apartamentos ou escritórios, em edifícios, e também na parte interna e externa de casas. "É corta-fogo, dá conforto térmico, é mais barato, é nobre, mais resistente e belo", diz Alencar a respeito dos produtos em gesso para construção. Segundo ele, o preço é menor que outras opções, como blocos de cimento, de alvenaria cerâmica e vidro.
De acordo com o conselheiro do consórcio, o gesso é ideal para ser usado em divisórias de prédios altos como os que os árabes constróem, em função da sua leveza. Ele é muito utilizado já na construção no Golfo Arábico, segundo Alencar. O Brazilian Gypsum, que trabalha com apoio da Apex-Brasil, foi formado no ano 2000 e exportou US$ 3 milhões há cerca de três anos. Neste ano, o grupo pretende faturar US$ 8 milhões com exportações. Os importadores são dos Estados Unidos, Portugal, Angola, Islândia, Itália, Noruega e Aruba.
O consórcio tem um escritório nos Estados Unidos e deve abrir em breve outro em Aruba. O grupo também está negociando a formação de uma joint-venture com uma empresa da Jordânia, de acordo com notícia publicada na ANBA no final do ano passado. A idéia é enviar a matéria-prima brasileira para a Jordânia e acabar os produtos no país para depois vendê-los no mercado da região. Parte dos insumos também poderá ser adquirido no próprio país árabe. Os integrantes do Brazilian Gypsum vão se encontrar, durante a missão, com os jordanianos para continuar as conversas a respeito da joint-venture.
Além do Sindusgesso, outras associações participam da missão. Um deles é o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Noroeste do Estado do Paraná (Sinduscon-NOR). O presidente do Sinduscon-NOR, Marcos Moreira Filho, estará presente na missão empresarial. "Nosso primeiro objetivo é conhecer as tecnologias usadas por lá e interagir com as empresas locais", explica o dirigente.
Moreira Filho informa que este é o primeiro contato da indústria da construção civil do Noroeste do Paraná com o mercado árabe. Segundo ele, trata-se de uma viagem de reconhecimento, onde serão buscadas informações sobre as condições locais. "Então, num segundo momento, montaremos outro grupo com uma missão mais específica". De acordo com Moreira Filho, especial atenção será dedicada ao setor de saneamento.
O Sinduscon-NOR conta com 80 empresas associadas e cerca de 800 afiliadas. Abrange uma ampla área do Paraná, englobando municípios importantes como Maringá, que é a sede, Campo Mourão, Paranavaí, Umuarama e Cianorte. Com área construída média de 700 mil metros quadrados por ano, a região está em terceiro lugar no Estado, ficando atrás apenas de Curitiba e Londrina.
Sindusgesso
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Site: www.sindusgesso.org.br
Sinduscon-NOR
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E-mail: sinduscon@sinduscon-pr.com.br
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

