São Paulo – As exportações brasileiras de produtos cerâmicos para o mundo árabe cresceram 35% nos nove primeiros meses deste ano sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os valores, no entanto, não são muito expressivos. Foram US$ 5,3 milhões em vendas de janeiro a setembro de 2011, contra US$ 3,9 milhões no mesmo período de 2010.
Os embarques incluíram tijolos, lajes ou placas, ladrilhos, produtos cerâmicos refratários, telhas, louças sanitárias e objetos de decoração. O maior volume das exportações foi em tijolos, placas e ladrilhos, com cerca de US$ 5 milhões. Estes produtos foram os principais também da pauta nos nove primeiros meses do ano passado.
O volume de artigos cerâmicos exportados pelo Brasil para o mundo árabe até setembro foi de 8,1 mil toneladas. Em igual período de 2010, foram 6,7 mil toneladas. Ou seja, o crescimento ficou em 20%, abaixo do crescimento de receita, o que sinaliza que houve aumento de preços ou exportações de produtos com maior valor agregado.
Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento (Anfacer) indicam que o Brasil deve produzir neste ano 801 milhões de metros quadrados em revestimento cerâmico. Se o número se confirmar, haverá crescimento de 6,5% sobre o ano passado, quando a produção ficou em 753 milhões de metros quadrados. A projeção para exportações é de 59 milhões de metros quadrados, contra 62,5 milhões em 2010.
A Anfacer informa em seu site que do total exportado no ano passado, 6,86% teve como destino a África e 1,01% a Ásia. Essas são as duas regiões do mundo onde ficam os países árabes. O maior mercado do setor fora do País, porém, é a América do Sul.

