Dubai – Duas empresas brasileiras do setor de construção, a Engeprot, de estrutura de lajes, e a Edo Rocha, de arquitetura, abriram escritórios em Dubai e já estão com projetos no país. Os diretores das companhias apresentaram neste domingo seus cases para mais de 100 brasileiros no seminário de construção organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O diretor-geral da Engeprot, Omar Khaled Hamaoui, abriu seu escritório no emirado em 2004 e já realizou mais de 30 projetos no país. Entre as obras realizadas estão edifícios residenciais e comerciais, shoppings centers, escolas, universidades, hospitais e uma garagem do metrô de Dubai para 2,8 mil carros. Segundo Hamaoui, a escolha de entrar no mundo árabe se deu pelo potencial do mercado e por sua proximidade com a cultura árabe, uma vez que ele é filho de libaneses.
“O apoio da Câmara Árabe para participar da Big 5 foi o ponto de partida para entrar no mercado”, afirmou, referindo-se à Big 5 Show, feira do ramo de construção que há vários anos tem presença brasileira.
A Engeprot é uma empresa especializada em concreto protendido, ou seja, um esforço horizontal aplicado nas lajes das construções para reforçar as estruturas. A matéria-prima utilizada nas obras é em parte importada do Brasil e de outros países árabes. No escritório em Dubai, a empresa emprega 15 funcionários, sendo dois brasileiros.
De acordo com Hamaoui, está nos planos da empresa expandir seus negócios para outros mercados árabes. Arábia Saudita e Líbia são os próximos passos. A Engeprot já está em fase de implementação de orçamento na Arábia Saudita e de abertura de um escritório. Na Líbia, a empresa está com projetos de cinco obras, de edifícios comerciais, residenciais e universidades.
Segundo o diretor, a persistência no mercado árabe é vital, ainda mais agora com a instabilidade econômica. A Engeprot tem sede em Curitiba, no Paraná, e atua em São Paulo e na região sul do Brasil.
No caso da Edo Rocha, a empresa abriu um escritório em Dubai em 2008 e já fez cerca de 10 estudos e projetos para os Emirados, entre eles shopping, edifícios residenciais e comerciais, passarela para pedestres, entre outros. Segundo o diretor da companhia, Edo Rocha, os projetos brasileiros nos Emirados abrem portas para a entrada de produtos do Brasil no mercado árabe.
Rocha, que é vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea), faz parte de um grupo de 30 empresas de arquitetura que está em missão ao Oriente Médio. Segundo ele, a entidade, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), está investindo na promoção de serviços de arquitetura no Oriente Médio. Essa é a primeira missão ao mundo árabe da Asbea em parceria com a Apex.
Câmara de Dubai
O seminário de construção, que foi realizado na sede da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai, foi aberto pelo secretário-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, seguido pelo diretor da Câmara de Dubai, Hassan Al Hashemi. Em sua apresentação, Hashemi falou das principais atividades econômicas de Dubai, que são comércio, turismo e serviços financeiros.
Segundo Hashemi, a Câmara de Dubai emitiu no ano passado 624 mil certificados de origem, contra 231 mil em 2007. Até a primeira metade deste ano, já foram certificados 296,9 mil. A previsão é que o volume de certificados deste ano fique em igual à do ano passado. Todas as empresas exportadoras e reexportadoras estabelecidas em Dubai precisam certificar seus produtos.
Outro palestrante foi o gerente assistente de vendas para as Américas e África da Jebel Ali Free Zone (Jafza), Ahmed Al Haidan. Segundo ele, existem mais de 6 mil empresas de 120 países registradas na zona franca. “Queremos trazer mais empresas brasileiras para Jafza”, disse o gerente, que afirmou que até o momento existem 16 empresas do Brasil registradas, entre elas a Marcopolo, fabricante de ônibus.

