São Paulo – Tunísia, Líbano, Marrocos e Egito fazem parte da lista de países que importaram couros do Brasil de janeiro a novembro deste ano. Dados do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) mostram que o mercado árabe importou 127,9 mil metros quadrados em peles do País, o que gerou receita de US$ 1,9 milhão para as indústrias da área.
A representatividade das nações árabes nas exportações gerais do segmento, porém, é muito baixa. Os curtumes brasileiros faturaram nos onze primeiros meses deste ano um total US$ 1,8 bilhão com o mercado internacional e enviaram ao exterior 176,4 milhões de metros quadrados do produto. Houve queda de 10,5% na receita e aumento de 6% no volume embarcado sobre janeiro a novembro de 2015.
As exportações aos países árabes recuaram tanto em quantidade quanto em faturamento e em percentuais maiores. Em volume elas caíram 19,6% sobre iguais meses do ano passado e em receita diminuíram 26,6%. De janeiro a novembro de 2015 sete países árabes compraram couros do Brasil e neste ano foram apenas quatro.
A Tunísia não fez compras nos onze primeiros meses de 2015, mas foi o maior importador do produto entre os árabes neste ano, com US$ 1,8 milhão, quase o total vendido pelo Brasil para a região. O Líbano aumentou as compras em 1.304% para US$ 118,6 mil, e o Marrocos importou 262,2% mais, para US$ 17,6 mil.
A queda nas vendas aos árabes ocorreu principalmente em função do consumo menor dos egípcios, que importaram US$ 2,5 milhões em couros brasileiros de janeiro a novembro de 2015 e diminuíram o valor para US$ 15,9 mil no mesmo período deste ano. No ano passado, também compraram as peles a Arábia Saudita, o Bahrein, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos. Estes países, porém, não fizeram importações do Brasil até novembro.
No ranking geral, o maior comprador de couros do Brasil no exterior de janeiro a novembro deste ano foi a China, seguida de Itália e Estados Unidos.
Em novembro individualmente, as vendas externas do produto ficaram em US$ 155,8 milhões, com crescimento de 7,8% sobre o mesmo mês de 2015. Foram embarcados 14,04 milhões de metros quadrados de peles, uma queda de 9,7% na mesma comparação.


