Da Agência CNI
Campo Grande – Os municípios de Dourados, Campo Grande, Ponta Porã, Corumbá, Sidrolândia, Sonora, Caarapó, Bataguassu, Chapadão do Sul, Maracaju, Naviraí, Costa Rica, Batayporã, Fátima do Sul e Três Lagoas concentram 65% das exportações de Mato Grosso do Sul em 2007, que totalizaram US$ 1,3 bilhão.
As informações fazem parte de levantamento do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo o CIN, o município de Dourados lidera as exportações, com 15% do total exportado ou US$ 189,5 milhões. Em segundo lugar vem Campo Grande, com 12% ou US$ 162,1 milhões, e Ponta Porá, com 10% ou US$ 133,7 milhões.
Depois aparecem os municípios de Corumbá (7,5% ou US$ 96,7 milhões), Sidrolândia (4,5% ou US$ 58 milhões), Sonora (3,7% ou US$ 48,5 milhões) e Caarapó (2,5% ou US$ 32,6 milhões). Os outros oito municípios têm percentuais abaixo de 2%, como Bataguassu (1,87% ou R$ 24,1 milhões) e Três Lagoas (0,71% ou R$ 9,1 milhões). Os outros 36 municípios que integram a lista de 41 localidades exportadoras de Mato Grosso do Sul juntos respondem por 35% da balança comercial, conforme balanço do ano passado.
As principais commodities exportadas por Mato Grosso do Sul são carne bovina, carne de frango, carne suína, soja em grão, milho em grão, óleo de soja, ração, couro bruto, sementes forrageiras, madeira compensada e açúcar, entre outras.
Na avaliação do líder de projetos do CIN, Fábio Rodrigo Fonseca, esses municípios lideram o ranking de exportações porque são os maiores produtores de comodities e concentram o maior número de indústrias com capacidade de exportação. “Além disso, esses municípios têm atrativos para que novas indústrias se instalem na região e os outros devem pensar em oferecer chamarizes para atraírem investimentos para eles”, aconselha.
Em 2007, Mato Grosso do Sul exportou 29,16% a mais do que no ano retrasado, mas, mesmo assim, a balança comercial do Estado acumula déficit de US$ 892 milhões, já que as importações somaram importou US$ 2.19 bilhões. “O gás natural importado da Bolívia continua sendo o grande responsável por esse déficit”, explica Fábio.

