Agência Sebrae
Rio de Janeiro – O faturamento das micro e pequenas empresas fluminenses apresentou um crescimento real de 8,6% em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2007. De acordo com os Indicadores das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Rio (Impe), sondagem realizada por Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Rio de Janeiro e Fundação Getúlio Vargas (FGV), o setor de serviços puxou a alta, com crescimento de 9,8%.
O setor de comércio veio logo a seguir, com crescimento de 8,8% e a indústria registrou percentual de 2,6%. Em relação às regiões, o interior foi o que apresentou maior crescimento, com 14,3%, contra 6,9% da região metropolitana.
A boa performance não se limitou ao faturamento. Massa salarial e pessoal ocupado também registraram aumento, se comparados com o mesmo mês de 2007. O crescimento real da massa salarial foi de 6,4%, puxado pela indústria (9,9%).
O setor de serviços veio a seguir, com 6%, e o comércio teve alta de 5,7%. Novamente, as empresas do interior alavancaram o crescimento, com 12,9%. O aumento na região metropolitana foi de 4,5%.
O salário médio teve crescimento de 4,2% em fevereiro de 2008. No setor de serviços, a alta foi de 6,7%; na indústria, de 5,8%; e no comércio, de 1,2%. No interior, o incremento ficou em 6,3% e, na região metropolitana, em 3,8%.
Impactos na economia
Os resultados apurados apontam que, em fevereiro deste ano, as micro e pequenas empresas empregadoras do estado faturaram cerca de R$ 4,4 bilhões, ocuparam 1,9 milhão de pessoas e injetaram na economia, a título de remuneração dos empregados, R$ 1 bilhão.
"Os números de fevereiro mostram não só que as micro e pequenas empresas têm apresentado crescimento constante, como também evidenciam o potencial do interior. A boa performance aponta também para o bom desempenho da economia fluminense, já que esses empreendimentos representam aproximadamente 99% dos estabelecimentos existentes no Estado e empregam 40% da força de trabalho formal. Quer dizer, são as micro e pequenas empresas as principais responsáveis pela geração líquida de postos de trabalho”, avalia Sergio Malta, diretor-superintendente do Sebrae no Rio.

