Da redação
São Paulo – As receitas das exportações brasileiras de frango em março cresceram 58,6% em relação ao mesmo período do ano passado e somaram US$ 201,2 milhões. No que diz respeito às quantidades, foram embarcadas 184 mil toneladas, um aumento de 12,5% em comparação a março de 2003.
Em relação a fevereiro de 2004, as receitas cresceram 7,5% e os volumes permaneceram nos mesmos patamares. As informações foram divulgadas ontem (19) pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef).
No acumulado do primeiro trimestre, as receitas de exportação somaram US$ 569,8 milhões, um crescimento de 45,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Com relação aos volumes, foram embarcadas 537,3 mil toneladas nos três primeiros meses do ano, um aumento de 9,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2003.
Preço
De acordo com relatório divulgado pela Abef, o crescimento das receitas bem acima do aumento do total embarcado reflete a valorização do preço médio do produto. Segundo a associação, o valor médio do frango brasileiro no mercado internacional no primeiro trimestre foi de US$ 1.034 por tonelada, 34,5% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado.
A associação atribui esta valorização à venda de produtos com maior valor agregado, como cortes especiais e carne industrializada. Como prova disso, a Abef informou que as receitas das vendas de cortes de frango chegaram a US$ 350 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2003.
Mercados
Com relação aos mercados, a Abef apontou as vendas para o Japão como as de melhor desempenho. Foram vendidas 68 mil toneladas de frango para o país asiático, um aumento de 85% em relação ao mesmo período do ano passado.
A associação destacou ainda as primeiras vendas para a Coréia do Sul, de 577 toneladas, mercado que começa a ser explorado agora pelos produtores brasileiros.
Os destaques negativos ficaram por conta da Europa, que aplica uma sobretaxa de 75% sobre o peito de frango salgado, o que ocasionou uma queda de 58% nas vendas para a Alemanha; e da Rússia que estabeleceu cotas de importação de carnes, fato que fez com que os embarques de frango para lá diminuíssem 78% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2003.
Nos três primeiros meses do ano, o maior comprador individual do frango brasileiro, em termos de quantidades, foi a Arábia Saudita, que importou 82,9 mil toneladas. A região do Oriente Médio é o maior mercado para o frango brasileiro. Já em termos de receitas, o maior faturamento veio do Japão (US$ 104,9 milhões).

