São Paulo – O fluxo de investimento estrangeiro direto para países pobres e países insulares em desenvolvimento foi em 2014 três vezes maior do que em 2002. No mesmo período, os países em desenvolvimento sem saída para o mar receberam quatro vezes mais recursos externos, segundo um documento divulgado nesta sexta-feira (05) pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O documento afirma que o aumento nos investimentos estrangeiros foi alcançado após a realização, em 2002, da Conferência para Financiar o Desenvolvimento, ou Consenso de Monterrey.
Segundo o documento, os países pobres e as ilhas receberam juntos pouco mais de US$ 300 bilhões em investimento estrangeiro em 2014. Em 2002, haviam recebido, juntos, US$ 75 bilhões. Entre os países pobres, 34 eram africanos, como o Sudão. A maior parte das ilhas se localizava na Oceania e na América Central. As nações sem saída para o mar receberam pouco mais de US$ 300 bilhões em investimentos entre 2014. Em 2002, recebiam US$ 50 bilhões.
Segundo o documento, quadriplicar os investimentos estrangeiros diretos nestes países a partir dos níveis atuais até 2030 é possível e consistente com os investimentos observados nos últimos anos. Entre os benefícios destes investimentos, a Unctad cita a geração de empregos, difusão tecnológica e crescimento sustentável.

