São Paulo – O diretor da área de bens de consumo do Departamento de Saúde Pública de Dubai, Anas Abdul Rahim Al Khalifa, vê boas oportunidades de negócios entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos no ramo de cosméticos. Ele está em São Paulo esta semana para falar sobre regulamentação e procedimentos para liberação da venda de produtos do gênero em seu país.
Na quinta-feira (22), Khalifa participou de uma reunião com empresas do setor, organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), e nesta sexta-feira (23) ele visitou a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, onde se encontrou com o CEO da entidade, Michel Alaby.
“Temos praticamente a mesma regulação (o Brasil e Dubai), o que derruba as barreiras técnicas”, disse Khalifa. Isso, segundo ele, abre oportunidade para companhias do Brasil colocarem seus produtos no mercado dos Emirados e para empresas do país árabe entrarem no mercado brasileiro, hoje o segundo do mundo para o setor, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com a Abihpec.
Khalifa informou que essa semelhança se deve ao fato dos dois países utilizarem os padrões europeus como base para a regulamentação do segmento. As diferenças, em sua avaliação, são irrisórias e dizem respeito ao prazo de validade – Dubai quer que as embalagens tragam a validade do item após aberto – e ao código de barras, que pode ser usado para rastrear a origem do produto.
“São as mesmas especificações sobre misturas e ingredientes, são os mesmo permitidos [nos dois países]”, declarou. “É uma oportunidade para empresas dos Emirados e do Brasil”, destacou ele, acrescentando que a indústria de perfumaria dos Emirados tem se tornado bastante conhecida internacionalmente. No Brasil, o ramo de produtos de beleza e higiene pessoal é um dos que mais crescem.
Neste sábado (24), Khalifa vai acompanhar a abertura da Hair Brasil, feira do segmento que ocorre em São Paulo. No final de maio, companhias brasileiras vão participar da BautyWorld Middle East, mostra do setor em Dubai.

