São Paulo – No Ramadã, mês sagrado do islamismo, as remessas de trabalhadores estrangeiros no Catar a seus países de origem atingem seu pico, segundo notícia publicada na agência de notícias estatal local, a Qatar News Agency (QNA). O período religioso começou dia 18 de fevereiro.
Nele, além do fazer jejum da alvorada ao pôr do sol, os muçulmanos confraternizam, com refeições coletivas ao anoitecer, e são convocados a praticar a caridade e a viver a solidariedade. O Ramadã é encerrado com a celebração de Eid al-Fitr, com dias de feriado nos países muçulmanos.
A notícia da QNA cita como fatores para a elevação das remessas o aumento do custo de vida, os preparativos para o Eid al-Fitr, o pagamento de zakat e as doações. Segundo a agência, o ritmo dos envios financeiros sobe consideravelmente, movimentando casas de câmbio. O zakat é a doação anual obrigatória de 2,5% dos bens acumulados que muçulmanos com condições financeiras precisam fazer todos os anos.
Representantes de empresas de câmbio falaram para a QNA que as remessas aumentam entre 25% e 30% durante o Ramadã e o Eid al-Fitr em comparação com o restante do ano, com os níveis mais altos atingidos nos últimos dez dias do mês, nas proximidades do Eid al-Fitr. Eles lembraram que as transferências atualmente passam por mudanças com as tecnologias modernas e a inteligência artificial.
O CEO de uma empresa de câmbio, Bashar Al Wuqfi, disse registra aumento de cerca de 25% nas remessas financeiras em relação ao restante do ano. Segundo ele, para atender a demanda, a empresa toma medidas como aumento da liquidez para cobrir saques de bancos e correspondentes estrangeiros e melhoria da capacidade operacional, com a contratação de pessoal e a extensão do horário de funcionamento.
As remessas financeiras de trabalhadores estrangeiros no Catar aos seus países de origem representam um volume significativo de dinheiro. No terceiro trimestre do ano passado, elas somaram 10,76 bilhões de riais, equivalentes a US$ 3 bilhões pela conversão atual, crescendo 10,8% em relação a iguais meses de 2024, de acordo com dados do Banco Central citados pela QNA.
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