São Paulo – Há 14 anos um sistema simplificado de exportações vem ajudando pequenas e médias empresas brasileiras a venderem no exterior. E esse serviço, chamado Exporta Fácil e oferecido pelos Correios, empresa pública de serviços postais, tem colaborado também para que o Brasil exporte ao mundo árabe. A Arábia Saudita fez parte da lista dos dez países que mais receberam mercadorias por meio dos Correios nos sete primeiros meses deste ano e as suas compras avançaram 800% sobre os mesmos meses de 2013.
O que os brasileiros venderam aos sauditas pelos Correios? Segundo informações do Exporta Fácil, foram instrumentos de óptica, de fotografia, medida, instrumentos médico-cirúrgicos, produtos farmacêuticos, extratos tanantes e tintoriais, tintas e vernizes, alumínio e suas obras, obras de couro, artigos de viagem, bolsas e semelhantes, vestuário e acessórios, óleos essenciais e resinoides, produtos de perfumaria e toucador.
“Os países árabes sempre estiveram presentes nas exportações pelo Exporta Fácil, porém esse ano as exportações para a Arábia Saudita tiveram um crescimento exponencial”, diz o gerente de Suporte às Operações Internacionais dos Correios, Daniel de Oliveira dos Santos. De acordo com ele, nos últimos três anos também receberam exportações pelo serviço dos Correios os árabes Argélia, Bahrein, Catar, Egito, Emirados, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Omã, Síria e Tunísia.
O crescimento das exportações pelo sistema para os sauditas aumentou bem acima da média de janeiro a julho, quando o crescimento das vendas via Exporta Fácil como um todo foi de 3%. O maior destino foi Hong Kong, seguido por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Bolívia, Grã-Bretanha, França, Portugal, Argentina e, então, Arábia Saudita.
Na lista de mercadorias mais exportadas via Correios do início do ano até julho estiveram produtos de origem animal, instrumentos de óptica, de fotografia, medida, instrumentos médico-cirúrgicos, vestuário e acessórios, artefatos de joalheria, metais preciosos, bijuterias, preparações alimentícias, livros, jornais e outros produtos da indústria gráfica, materiais elétricos, máquinas e aparelhos, madeira, carvão vegetal e obras de madeira, entre outros. Não podem ser exportados alimentos perecíveis.
O estado campeão de exportação no período foi São Paulo, seguido do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul e Ceará, segundo informações da assessoria de comunicação dos Correios.
Para pequenos e grandes
De acordo com os Correios, o serviço está disponível para todos os portes de empresa, apesar de ter sido criado para dar suporte à internacionalização das pequenas e médias, ou mesmo exportadores esporádicos, como artesãos e agricultores. Atualmente, 90% dos envios do Exporta Fácil parte de pequenas e médias empresas.
Podem ser despachadas pelo Exporta Fácil vendas de até US$ 50 mil. Os Correios fazem o serviço de envio e realizam o desembaraço aduaneiro. Eles cuidam do registro da operação no Sistema de Comércio Exterior da Receita Federal, fornecem o registro de importador ou exportador e a Declaração Simplificada de Exportação, sem custo adicional.
Segundo informações da assessoria, em vez de preencher um grande número de documentos, o exportador preenche apenas um, o AirWay Bill, que contém informações sobre a remessa. Podem ser enviados pacotes de até 30 quilos, com soma das dimensões menor ou igual a três metros. O serviço está disponível para qualquer lugar do mundo e pode ser contratado em qualquer agência dos Correios.
Desde que o Exporta Fácil foi criado já foram feitas exportações para 140 países, o serviço foi usado por 11 mil empresas com 200 mil remessas. O sistema foi apontado no Congresso da União Postal Universal (UPU), no Catar, em 2012, como um dos instrumentos que os correios mundiais devem usar para desenvolver suas atividades e expandir o comércio internacional.


