Brasília – A renda agrícola nacional, que leva em consideração o valor bruto dos 20 principais produtos agrícolas, deve ser de R$ 156,7 bilhões em 2008, cerca de 17% a mais que no ano passado. Os números, divulgados hoje (12), foram calculados pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura e, como quase todas as culturas já foram colhidas, a estimativa não deve sofrer grandes alterações.
O maior crescimento deve ser alcançado pela Região Centro-Oeste, onde a renda agrícola deve passar de R$ 28 bilhões para R$ 39,4 bilhões, um aumento de 40,6%. Para chegar ao resultado final, os técnicos multiplicam o volume da produção da safra pelo preço recebido pelos produtores nas principais regiões produtoras do país.
O valor real, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além do destaque para o Centro-Oeste, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste apresentaram crescimentos de 8,2%, 4,7% e 4,8%, respectivamente. A Região Norte foi a única com queda na renda, de 12,9%, mesmo com aumento de 13,1% na produção de grãos. Isso porque, para que haja aumento da renda, também é fundamental que os preços dos produtos não caiam.

