Agência Brasil
Brasília – As reservas internacionais brasileiras ultrapassaram, pela primeira vez, a barreira dos US$ 100 bilhões. O Banco Central divulgou ontem (28) que as reservas – uma espécie de poupança que o país faz para enfrentar eventuais choques econômicos – atingiram US$ 100,3 bilhões, na terça-feira (27).
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou, afirmando que "isso torna o país muito mais resistente a essa turbulência internacional que vira e mexe aparece". E lembrou que o mercado financeiro internacional é hoje "poderoso e alavancado", e que por isso o Brasil precisar ter reservas elevadas para enfrentar a situação em caso de fuga de investimentos. "Com as reservas, estaremos vacinados contra turbulência internacional", garantiu.
As reservas internacionais são compostas por dólares que entram no país fruto das exportações e das aplicações financeiras e também por meio das compras da moeda americana que o BC realiza. Para adquirir os dólares, o BC vende títulos públicos atrelados à taxa Selic, hoje em 13%. Quando aplica os dólares em títulos no exterior, a remuneração é de aproximadamente 5%. O custo da compra de dólares sai para o Brasil a 8%, por isso alguns analistas criticam a política de recomposição de reservas iniciada em 2004 pelo Banco Central.
Mantega afirmou que é graças à segurança dada pelo Brasil de que está imune a turbulências que os países que emprestam ao país hoje cobram taxas mais baixas. "Essa segurança que temos hoje de que a turbulência não nos afeta vale ouro".

