São Paulo – Os resultados das rodadas de negócios entre empresas brasileiras e dos Emirados Árabes Unidos, realizadas ontem e hoje (14) na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, foram considerados positivos pelos participantes. “O feedback que eu tive das empresas é de que as reuniões foram muito boas. Elas acreditam que os resultados desses encontros serão muito benéficos para ambos os lados”, destacou o CEO da Dubai Export Development Corporation (EDC), órgão de promoção de exportações do emirado, Saed Al Awadi, que lidera a delegação do país árabe.
Além das reuniões na Câmara, os membros da EDC participaram de encontros na Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (Investe São Paulo), no banco Nossa Caixa e na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“A Nossa Caixa se ofereceu para encontrar as empresas de Dubai que querem se instalar no Brasil para oferecer financiamento”, revelou Awadi. Tal encontro pode ocorrer ainda nos próximos dois dias, período em que a missão permanecerá no Brasil para aprofundar os contatos feitos durante as rodadas. A reunião na Fiesp teve a participação do presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, do CEO da entidade, Michel Alaby, e outros membros da diretoria.
“A missão, com a presença dos empresários, abriu o leque de oportunidades de comércio e investimentos”, ressaltou Alaby. Ele acrescentou que a Câmara poderá pedir à EDC apoio para a realização de reuniões de negócios em Dubai, quando levar empresários brasileiros ao emirado, por exemplo, durante a Big 5 Show, feira do ramo da construção que ocorre em novembro.
Marcos Eduardo Regina, presidente da All Here Franchising, dona das marcas Pastelândia, Burgerland e Família Regina, foi um dos empresários brasileiros que participou das rodadas de negócios. Ele conta que sua empresa já está em Angola, Portugal e Estados Unidos e, agora, quer entrar em Dubai. “Queremos repetir o sucesso de Angola onde, em um ano e meio, abrimos 20 lojas e estamos com o faturamento de US$ 1 milhão por mês”, destacou. “As conversas foram boas. Estamos agora marcando os próximos passos, que são a visita ao país, a escolha dos pontos, e ver como vamos para lá, como master franqueadores ou como sócios da operação”, completou.
“As empresas brasileiras se mostraram muito abertas aos negócios com o mundo árabe. Elas têm a possibilidade de trabalhar em uma via de mão dupla, de Dubai para o Brasil e do Brasil para Dubai”, declarou Mohamed El Kati, gerente de Mercados Externo da Dubai Export, que participou das rodadas como representante de duas empresas árabes.

