São Paulo – A rodada de negócios do ramo de alimentos realizada na semana passada na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, gerou perspectiva de US$ 6,5 milhões em pedidos, segundo avaliação dos importadores árabes que negociaram com fornecedores brasileiros. Os executivos estimam ainda que o evento abriu oportunidade para mais US$ 44 milhões em contratos nos próximos 12 meses.
Os dados são da Câmara Árabe e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que organizaram a rodada.
“Tivemos um resultado muito positivo nas áreas de carne bovina e frango”, disse Michel Alaby, CEO da Câmara Árabe. “Foi um dos eventos mais bem sucedidos que tivemos. A parceria com a Apex foi fundamental para o sucesso do projeto”, afirmou.
O executivo conta que ouviu avaliações positivas tanto das empresas árabes quanto das brasileiras. “Os árabes disseram que foi uma visita muito importante, na qual eles puderam conhecer de perto as empresas brasileiras”, declarou. “Os brasileiros também apreciaram muito as rodadas”, acrescentou. Os principais negócios fechados pelos árabes foram com empresas de frango, carne bovina e frutas.
Para Alaby, as empresas brasileiras deveriam investir mais na fabricação de produtos com a certificação halal. “Os árabes buscavam chocolates, balas e produtos alimentícios com a certificação halal. Isso seria um grande diferencial. Atualmente, eles compram estes produtos da Malásia, Indonésia e Cingapura”, afirma. A certificação halal atesta que o produto está dentro de exigências islâmicas e não contém substâncias proibidas para o consumo dos muçulmanos, como derivados de porco.
O evento contou com dez importadores dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia. Do lado brasileiro, as rodadas tiveram a participação de mais de 60 empresas. Além das negociações com os exportadores, a vinda dos árabes ao Brasil incluiu visitas a associações de classe e empresas alimentícias.

