São Paulo – A Royal Air Maroc, empresa aérea estatal do Marrocos, ampliou o número de passageiros transportados e obteve um faturamento maior em 2013 do que nos anos anteriores de 2011 e 2012. De acordo com o resultado do período apresentado pelo diretor-presidente da Royal Air Maroc, Driss Benhima, a integrantes do governo na segunda-feira (20) e divulgado pela empresa nesta terça-feira (21), o aumento de 9% no faturamento e a melhoria de outros indicadores foi possível devido a reestruturações na empresa.
Segundo os resultados apresentados pela companhia, foram transportados no ano passado cinco milhões de passageiros e a taxa de ocupação dos voos chegou a 76%. Esse volume representa um aumento de 3% sobre 2012. Além do aumento na taxa de ocupação, Benhima apresentou expansão de 6% no volume de tráfego aéreo da empresa.
Ele observou que a partir de 2012 e por todo o ano de 2013, a empresa reestruturou sua malha aérea ao abrir novas rotas nacionais, no continente africano e para destinos em outros continentes. Além disso, reduziu em 34% os gastos com funcionários de solo em relação a 2011.
Desde março de 2013 até agosto deste ano, a companhia passou a voar para 17 destinos fora da África. A rota para São Paulo, único destino da empresa na América do Sul, foi incluída nos voos da empresa em novembro do ano passado. Abuja, na Nigéria, e N’Djamena, no Chade, passaram a integrar os destinos dentro da África, assim como Tétouan e Zagora foram as cidades do Marrocos que passaram a ser atendidas pela companhia a partir do aeroporto de Casablanca.
Benhima observou, porém, que a empresa ainda sofre com grande concorrência. Só em 2014, a oferta de voos de outras companhias para o Marrocos cresceu 8%. O aumento foi provocado devido a um acordo de “céus abertos” assinados pelo país. Este acordo permite que empresas aéreas estrangeiras operem voos dentro dos países que participam do acerto.
Além disso, a empresa marroquina é a única, segundo o executivo, que não é isenta de pagar o imposto sobre valor-agregado sobre as peças de manutenção das aeronaves, cobrança que onera os custos da companhia.


