São Paulo – O vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e cônsul honorário da Tunísia em São Paulo, Rubens Hannun, apresentou a experiência da Câmara Árabe com diplomacia econômica durante viagem à Tunísia na última semana. Hannun esteve no país nos dias 03 e 04 de outubro e participou de reuniões com ministros locais nas quais falou sobre a atuação da entidade nas relações do Brasil com os países árabes.
O vice-presidente de Comércio Exterior contou sobre a união de duas vertentes importantes no trabalho da Câmara Árabe, que são a diplomacia e a economia. Uma atuação diplomática envolve o conhecimento da sociedade, das suas dificuldades, as soluções ou conquistas encontradas, conta Hannun. Já o comércio, segundo ele, engloba questões mais práticas, como saber o produto a vender e a comprar, os custos e a logística.
“Para um negócio sair naturalmente, você tem que conhecer os dois”, afirma o executivo sobre o comércio e a diplomacia. A atuação da Câmara Árabe, que domina as duas áreas, se enquadra neste perfil. Hannun ressalta que é importante, no comércio exterior, conhecer a cultura, as artes, o estilo de vida e até o humor do outro país. Ele foi convidado pelo governo tunisiano para apresentar a experiência da entidade.
O cônsul falou também sobre o funcionamento do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia, criado para trabalhar pela aproximação comercial dos dois países, e dos acordos que a Câmara tem com entidades tunisianas, como a União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato (Utica), o Centro de Promoção de Exportações da Tunísia (Cepex), a Agência de Promoção de Investimentos Externos da Tunísia (Fipa) e Agência de Promoção de Investimentos Agrícolas da Tunísia (Apia).
A experiência foi relatada em reuniões das quais participaram ao redor de 60 pessoas, do país árabe e do exterior, a maioria ligada à diplomacia tunisiana. Hannun explica que a Tunísia fez sua transição política e agora está fazendo sua transição econômica. “Eles estão fazendo um grande esforço para dinamizar a economia”, afirmou.
O país quer exportar mais e também atrair mais investimentos. Hannun comentou nas reuniões sobre a necessidade de promoção da imagem e dos produtos tunisianos no Brasil. A Tunísia é produtora de diversos itens, desde alimentos como tâmaras e azeite de oliva até confecções e cerâmicas. De acordo com Hannun, é o país que mais exporta no Norte da África.
Durante a viagem, o vice-presidente de Comércio Exterior participou de diversos encontros, nas cidades de Hammamet e Sousse, nos quais estiveram presentes o ministro das Relações Exteriores, Khemaies Jhinaoui, o ministro do Desenvolvimento, do Investimento e da Cooperação Internacional, Fadhel Abdelkefi, o ministro da Indústria e do Comércio, Zied Ladhari, e a ministra do Turismo e do Artesanato, Selma Elloumi-Rekik.
Hannun também esteve com outras autoridades do país, a maioria nas reuniões, como o secretário de estado de Relações Exteriores da Tunísia e ex-embaixador do país no Brasil, Sabri Bachtobji, o diretor geral da Fipa, Khalil Laabidi, o diretor responsável pelas relações com as pessoas na Utica, Mohamed Kooli, o direto geral dos negócios consulares do Ministério de Relações Exteriores da Tunísia, Fayçal Bem Mustapha, o diretor de Protocolo Diplomático, Meddeb Mondher, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Sax, Ridha Fourati, o conselheiro dos Negócios Estrangeiros do Ministério das Relações Exteriores, Khalil Jendoubi, o vice-presidente da Utica, Hichem Elloumi, e a presidente do Cepex, Aziza Htira.
Os encontros com a temática da diplomacia econômica aconteceram também por ocasião dos 60 anos do Ministério das Relações Exteriores da Tunísia. Nas reuniões, foi promovida a Conferência Internacional de Investimentos, a Tunísia 2020, evento que vai acontecer em Túnis nos dias 29 e 30 de novembro, no qual será apresentado um plano quinquenal de desenvolvimento do investimento público e privado e o novo código de investimentos do país árabe para empresários estrangeiros.


