Brasília – A entrada de dólares no Brasil superou a saída em US$ 5,108 bilhões, em março, até o dia 09, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Banco Central (BC). De janeiro até o dia 09 de março, o saldo está positivo em US$ 18,095 bilhões. Em janeiro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 7,283 bilhões, em janeiro e em fevereiro, em US$ 5,705 bilhões. No acumulado do ano passado, o saldo foi bem maior, chegando a US$ 30,361 bilhões.
Neste mês, até 09, o segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo positivo de US$ 1,499 bilhão. O fluxo comercial (operações relacionadas às exportações e importações) teve saldo positivo de US$ 3,609 bilhões.
A forte entrada de dólares no País tem feito o governo adotar medidas para conter a valorização do real. Decreto publicado na segunda-feira (12) elevou de três para cinco anos o prazo das operações de empréstimos externos sujeitas à incidência de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Essa foi a segunda mudança relacionada ao IOF adotada em março. No dia 1º, o governo já tinha elevado de dois para três anos o prazo para a incidência do imposto nos empréstimos externos. Na prática, isso significa que o dinheiro terá de ficar mais tempo no País para evitar a taxação, desestimulando os recursos de curto prazo e que não são destinados à produção.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo vai adotar, quando necessário, medidas para defender o real.

