São Paulo – As exportações brasileiras somaram US$ 15,994 bilhões em março, e as importações, US$ 11,559 bilhões, o que resultou em um saldo comercial positivo de US$ 4,435 bilhões. É o maior superávit para o mês desde o início da série histórica, em 1989. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (01) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
As exportações renderam US$ 727 milhões em média por dia útil, uma redução de 5,8% sobre a média de março do ano passado. No caso das importações, a média ficou em US$ 525,4 milhões, uma queda de 30% na mesma comparação. O saldo, porém, aumentou quase dez vezes em relação ao mesmo mês de 2015.
Caíram as vendas externas de produtos semimanufaturados, manufaturados e básicos, especialmente de ferro fundido, couros, semimanufaturados de ferro e aço, açúcar bruto, ferro-ligas, celulose, laminados planos, motores para veículos e partes, autopeças, motores e geradores elétricos, bombas e compressores, óxidos e hidróxidos de alumínio, açúcar refinado, minério de ferro, petróleo bruto, café, farelo de soja e fumo.
Nestas categorias, porém, cresceram os embarques de óleo de soja bruto, catodos de cobre, ouro em forma semimanufaturada, madeira serrada, centrifugadores e aparelhos para filtrar, etanol, aviões, automóveis, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem, veículos de carga, papel, suco de laranja, milho, algodão, soja em grão, carne suína, carne bovina, minério de cobre e carne de frango.
Entre as regiões de destino das mercadorias brasileiras, cresceram as exportações para o Oriente Médio (12%) e Ásia (4,1%). Para os demais mercados houve redução nas vendas.
Na outra mão, recuaram as importações de combustíveis e lubrificantes, bens de consumo, bens intermediários e bens de capital. Aumentaram, no entanto, as compras de produtos do Oriente Médio (10,5%), em função de produtos como óleos combustíveis, querosene de aviação, gás natural, alcoóis, acíclicos e fosfato de cálcio.
Trimestre
No acumulado do primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 40,585 bilhões, uma retração de 5,1% sobre o mesmo período de 2015. As importações totalizaram US$ 32,186 bilhões, uma redução de 33,4% na mesma comparação. O superávit comercial chegou a US$ 8,389 bilhões, contra um déficit de US$ 5,549 bilhões nos três primeiros meses do passado.
Os principais mercados do Brasil no período foram a China, Estados Unidos, Argentina, Holanda e Japão. Os maiores fornecedores foram China, Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul.


