São Paulo – O superávit da balança comercial registrado em outubro foi o melhor para o mês em quatro anos. De acordo com os dados do período divulgados nesta terça-feira (03) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em Brasília, as exportações superaram as importações em US$ 1,996 bilhão no mês passado. Resultado melhor, em meses de outubro, foi registrado pela última vez em 2011, quando ficou em US$ 2,362 bilhões, segundo informações do Ministério publicadas pela Agência Brasil.
Mesmo com o superávit obtido em outubro, tanto exportações como importações foram menores do que há um ano. No mês passado as exportações somaram US$ 16,049 bilhões, com queda de 4,1% em comparação ao mesmo mês do ano passado. As importações somaram US$ 14,053 bilhões, com queda de 21,1%.
Segundo as informações do MDIC, houve queda nas exportações das três categorias de produtos em outubro na comparação com o mesmo mês de 2014. As exportações de básicos somaram US$ 7,311 bilhões em outubro, com queda de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Caíram, principalmente, as vendas de carne suína (-35,3%, para US$ 108 milhões); de minério de ferro (-34,2%, para US$ 1,1 bilhão); de petróleo em bruto (-23,3%, para US$ 911 milhões); e de carne de frango (-22,8%, para US$ 452 milhões). Foram maiores, por sua vez, as vendas de soja em grão, com alta de 197,8%, para US$ 990 milhões; milho em grão (+79%, para US$ 920 milhões) e minério de cobre (+21,7%, para US$ 171 milhões).
Entre os semimanufaturados, a queda nas exportações em valores em outubro deste ano foi de 8,1% em comparação a igual mês do ano passado. As remessas do setor somaram US$ 2,353 bilhões. As vendas de ferro fundido caíram 69,4%, para US$ 39 milhões e foram seguidas por quedas nas exportações de alumínio em bruto (-42,8%, para US$ 27 milhões), couros e peles (-30,5%, para US$ 158 milhões) e açúcar em bruto (-20,7% para US$ 593 milhões).
Entre os manufaturados, foram exportados US$ 6,035 bilhões em outubro, ou 3,5% a menos, em valores, do que no mesmo período do ano passado. As principais retrações foram registradas nas vendas de açúcar refinado, com queda de 30,7%, para US$ 159 milhões; máquinas para terraplanagem, com queda de 28,3%, para US$ 115 milhões; e suco de laranja não congelado, que teve redução de 20,8%, para US$ 101 milhões.
Entre os mercados compradores, apenas a Ásia importou mais no mês passado do que em outubro de 2014. As vendas para o continente cresceram 17,4%. As exportações para o Oriente Médio tiveram queda de 2,9% em outubro, principalmente em razão dos embarques menores de minério de ferro, açúcar refinado e óxidos e hidróxidos de alumínio. As exportações para a África caíram 23%, sobretudo em razão de vendas menores de açúcar, carne bovina e de frango. Já entre as importações, apenas as compras do Oriente Médio cresceram. Entre estas, a expansão foi de 48,5% sobre outubro de 2014 em razão de importações maiores de petróleo em bruto, ureia, querosene de aviação e adubos e fertilizantes entre outros.
No acumulado do ano, as exportações somam US$ 160,545 bilhões, com queda de 15,2% em valores em comparação com o mesmo período de 2014. As importações somam US$ 148,301 bilhões e estão 22,4% menores na mesma comparação. Entre janeiro e outubro, o saldo está positivo em US$ 12,244 bilhões. No mesmo período do ano passado, o déficit era de US$ 1,921 bilhão.
As vendas estão menores nas três categorias de produtos e para todos os destinos. As remessas para o Oriente Médio estão 1,8% menores do que no acumulado do ano passado. Já as vendas para a África estão 13,5% menores. As importações brasileiras estão menores de todos os continentes e blocos econômicos. As compras a partir do Oriente Médio registram queda de 30,7% e, a partir da África, retração de 48,9%.


