São Paulo – O saldo da balança comercial brasileira chegou a US$ 9,9 bilhões entre janeiro e julho deste ano, 38,2% inferior ao obtido no mesmo período de 2011, quando o superávit chegou a US$ 16,1 bilhões. De acordo com números divulgados nesta quarta-feira (1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), entre janeiro e julho de 2012, o Brasil exportou US$ 138,2 bilhões, queda de 1,7% em relação a 2011. Neste período, o país importou US$ 128,3 bilhões, alta de 3,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
De acordo com o secretário-executivo do Mdic, Alessandro Teixeira, o desempenho da balança comercial está "em ritmo satisfatório" considerando-se o cenário de retração no comércio exterior mundial.
No mês de julho o Brasil exportou US$ 21 bilhões, 9,9% a menos do que no mesmo período de 2011. Neste mês, o Brasil importou US$ 18,1 bilhões, 9,5% menos do que em julho do ano passado. A balança comercial registrou superávit de US$ 2,8 bilhões e a corrente de comércio chegou a US$ 39,1 bilhões. Neste período, as vendas de produtos básicos caíram 10,7%, as de semimanufaturados tiveram retração de 12,5% e as de manufaturados, de 7,6%.
Entre os produtos básicos, aquele que sofreu maior queda nas exportações em julho foi o minério de ferro. O envio do produto para o exterior foi 27,5% menor do que em julho de 2011. As exportações de petróleo caíram 36,4%. Entre os produtos básicos que tiveram aumento de vendas em julho estão soja em grão, com alta de 16,6%, o farelo de soja, que vendeu 45,2% a mais, e o milho, com crescimento de 398,5% nos embarques.
Entre os produtos semimanufaturados, caíram 19,3% as vendas de açúcar em bruto e 35,5% as exportações de ferro. Cresceram 49,3% as remessas de ferro-ligas e 3,2% as de couros e peles. Já nos produtos manufaturados, o açúcar refinado teve queda de 57% nas exportações na comparação com julho de 2011. No mesmo período as vendas de automóveis para o exterior caíram 22,9%. As exportações de aviões aumentaram 279%, as de óleos combustíveis subiram 22% e as de etanol, 70,7%.
Segundo a secretária de Comércio Exterior do Mdic, Tatiana Prazeres, a retração nas exportações dos manufaturados foi menor do que aquela registrada entre os outros produtos e evitou uma queda ainda maior no acumulado do ano.
Os principais destinos das exportações brasileiras nos sete primeiros meses foram a China, que importou US$ 25,1 bilhões, os Estados Unidos, que comparam US$ 16,2 bilhões, Argentina (US$ 10,3 bilhões), Países Baixos (8,3 bilhões) e Alemanha (US$ 4,2 bilhões). A China também foi a principal origem das importações brasileiras. As vendas do país asiático ao Brasil somaram US$ 18,9 bilhões entre janeiro e julho. Os Estados Unidos exportaram neste período US$ 18,7 bilhões ao Brasil e foram seguidos por Argentina (US$ 8,7 bilhões), Alemanha (US$ 8,2 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 5,4 bilhões).
No acumulado entre janeiro e julho, as vendas do Brasil para os países do Oriente Médio somaram US$ 5,9 bilhões, uma queda de 11,2% em relação ao mesmo período de 2011. As exportações para estes países corresponderam a 4,3% do total. Já as vendas das nações do Oriente Médio ao Brasil cresceram 39,9%: foram importados da região US$ 4,6 bilhões, o equivalente a 3,7% de tudo o que o País importou entre janeiro e julho deste ano.

