São Paulo – A Arábia Saudita pretende investir US$ 170 bilhões em novos projetos de refino nos próximos cinco anos, segundo matéria publicada pelo site de notícias AMEInfo. Deste montante, US$ 90 bilhões serão aplicados pela petrolífera estatal Saudi Aramco e os outros US$ 80 bilhões serão buscados nos mercados internacionais.
Os investimentos fazem parte dos planos do país de ampliar sua capacidade de refino e venda de derivados, além de investir mais em projetos na área de gás. Nos últimos cinco anos, a Saudi Aramco investiu mais de US$ 62 bilhões em aumentos de produção para ampliar sua capacidade de produção petrolífera para 12 milhões de barris ao dia. A meta do país é garantir capacidade de produção extra para ajudar a garantir estabilidade para o mercado petrolífero.
A empresa também fez aportes em pesquisa e desenvolvimento de novas fórmulas para os combustíveis produzidos, redução dos níveis de enxofre nos derivados e também em seqüestro e separação de carbono, buscando melhorar a performance ambiental do petróleo.
Segundo o presidente da petrolífera saudita, a commodity será responsável por cerca de 80% do consumo energético global nos próximos 20 anos, e o consumo global deve alcançar 105 milhões de barris ao dia em 2030. Para o executivo, é importante que as empresas petrolíferas ao redor do mundo sigam investindo para suprir esta demanda.
O país também pretende investir na expansão da produção de gás natural. A Arábia Saudita detém a quarta maior reserva de gás do mundo e, com a exploração, pretende ampliar em 40% seu estoque até o final de 2018.
Ainda estão previstos investimentos em pesquisa na área de eletricidade, incluindo energias renováveis, como a solar, e em projetos ambientais, garantindo que as receitas petrolíferas promovam desenvolvimento sustentável, além de ajudar em projetos industriais nas cidades econômicas do país (grandes zonas francas indústrias).
Atualmente, o maior crescimento na demanda petrolífera está na Ásia, principalmente na China e Índia. Entretanto, outros grandes consumidores do produto têm apresentado queda no consumo da commodity, o que tem desestimulado investimento no setor e causado flutuação nos preços petrolíferos.
Esta oscilação e a crise financeira que afetou o mundo nos últimos anos têm prejudicado o desenvolvimento de projetos petrolíferos ao redor do mundo. Segundo a AMEInfo, os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pretendiam desenvolver 120 novos projetos de exploração e produção até 2013, com investimento de mais de US$ 120 bilhões, mas estima-se que 70% destes projetos não estejam caminhando conforme previsto.
*Tradução de Mark Ament

