Da Agência Brasil
Miami (EUA) – O esquema de segurança montado na cidade que abriga a VIII Reunião Ministerial para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) é comparável aos grandes encontros de chefes de Estados. Helicópteros, lanchas, carros e bicicletas da polícia circulam a todo instante pela cidade, antes da reunião marcada para começar às 9h (12h em Brasília)
O acesso à região de Dowtown está restrito aos moradores e turistas hospedados em hotéis próximos, e quem entra passa por uma minuciosa revista. As ruas de acesso ao o hotel Intercontinental, local do evento, foi totalmente cercada. A circulação pela área só é permitida aos delegados ou à imprensa credenciada.
O governo norte-americano gastou US$ 8 milhões com o esquema, que envolve também o FBI (Federal Bureau of Intelligence), a polícia federal dos Estados Unidos. O objetivo é conter os 20 mil manifestantes contra a Alca esperados para hoje. Eles serão encurralados em locais muito distantes dos cerca de 500 negociadores reunidos no Hotel Intercontinental.
Miami se candidata para sediar a secretaria permante da Alca, por isso a organização do encontro cuidou para que nada atrapalhe as suas pretensões. A cidade se apresenta como vocacionada para a sede, já que é um grande centro comercial do mundo, com o maior número de aduanas dos Estados Unidos, mais de cem escritórios consulares e mais de cem bancos e financeiras. O porto de Miami é referência no mundo e os 18 cruzeiros marítimos que passam por aqui fizeram da cidade a "capital dos cruzeiros".

