Alexandre Rocha
São Paulo – Um grupo de seis empresas brasileiras do ramo de softwares espera conquistar o mercado argelino. Juntas elas montaram um pacote de informações sobre sistemas de automação bancária, gerenciamento e transmissão de energia, produção de petróleo, instalação de redes e aplicativos para telefonia móvel.
O material, segundo Hélio Galvão Ciffoni, presidente da Malisoft, uma das empresas do grupo, foi encaminhado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que, de acordo com ele, se encarregou de remetê-lo às autoridades argelinas. "Nossa expectativa é de que em meados de janeiro marquemos uma nova visita à Argélia para discutir negócios com o governo, instituições e empresas que estejam interessadas na implantação de sistemas", disse Ciffoni.
Representantes de três companhias do grupo integraram a delegação do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, na viagem que ele fez ao país árabe em novembro: a Malisoft, de Curitiba, a OSE, de Uberlândia, e a Intellectual Capital, de São Paulo. Eles participaram da reunião que Furlan teve com o ministro das Finanças da Argélia, Mourad Medelci.
"Na reunião, o ministro Furlan nos apresentou como empresas que podem apresentar soluções de informática para as áreas de energia, governo, eleições, tributos e bancos", afirmou Ciffoni. Para fechar o pacote, de volta ao Brasil se juntaram a elas a DWK, a Dantai e a Ogeda.
Se algum contrato for fechado na Argélia, não será a primeira experiência destas companhias no exterior. A Malisoft, por exemplo, já fez negócios no Japão, Portugal, Espanha e espera a conclusão de contratos no Chile e na Venezuela. No Japão, por exemplo, a companhia desenvolveu projetos para oito clientes diferentes.
"O Japão é um mercado difícil, são negociações de longo prazo, o país é distante e há a questão do idioma. A Argélia também parece ser difícil, mas creio que agora é o momento propício para entrar no mercado, pois eles estão anunciando uma série de investimentos e têm necessidade de projetos de infra-estrutura", disse Ciffoni. "Participei de um seminário em São Paulo recentemente e coloquei a Argélia como uma das oportunidades mais interessantes que surgiram este ano", acrescentou ele, que é professor do departamento de Ciência da Computação da PUC do Paraná.
Produtos
A empresa é especializada em aplicativos para telefonia móvel, como joguinhos para telefones celulares, e sistemas "não convencionais", ou seja, feitos por encomenda. De acordo com o engenheiro Ciffoni, sua empresa já criou, entre outros, programas para o controle de perdas na distribuição de energia elétrica e sistemas de acompanhamento de diabéticos via telefone celular.
A Malisoft foi criada em 1995, emprega 25 pessoas e tem uma divisão especializada em games para celular, a Eons Games.
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