Agência Brasil
São Paulo – A transformação da produção cultural em um item expressivo de exportação é uma das alternativas para melhorar as condições socioeconômicas dos países em desenvolvimento. Esse é o assunto do seminário internacional "Empreendimentos Culturais em Indústrias Criativas", que teve início hoje (09) em São Paulo, no Parque do Ibirapuera.
O seminário faz parte dos eventos prévios e preparatórios da XI Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD XI), que ocorrerá de 13 a 18 de junho, no Palácio das Convenções do Anhembi. Uma nova rodada deverá ocorrer no dia 13.
A indústria cultural já representa 7% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e tem potencial para crescer para um índice próximo de 10%, estima Zeljka Kozul Wright, especialista em economias emergentes da ONU. Segundo sua avaliação, a ampliação dos empreendimentos culturais passa por programas de incentivos e de parcerias.
O grande desafio na opinião do presidente do BrasilConnects, coorganizadora do evento, João Carlos Veríssimo, é descobrir como agregar valor a empresas que investem na área cultural.
Segundo ele, os investimentos em patrocínios deverão crescer 7% este ano, contra uma taxa de 2% em 2003. Na sua avaliação, um dos parâmetros é a continuidade da mudança do conceito tradicional de apoio às artes como mecenato para o conceito de empreendedorismo.
O embaixador Edgard Telles Ribeiro, do Ministério de Relações Exteriores, afirma que a literatura brasileira tem chances de avançar no mercado globalizado. Ele afirmou que o governo vem se esforçando para identificar nichos culturais a serem explorados, de forma a exportar outros produtos culturais, além dos de televisão, cinema e música.

