Brasília – O saldo das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o resto do mundo – as chamadas transações correntes – ficou negativo em US$ 7,9 bilhões em setembro, contra um déficit de US$ 2,7 bilhões em igual período do ano passado, informou, há pouco, o Banco Central (BC). Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, é o pior resultado desde o início da série histórica, em 1947.
De janeiro a setembro, o saldo negativo soma US$ 62,7 bilhões, contra US$ 60,2 bilhões no mesmo período de 2013.
A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos e seguros) também teve déficit, de US$ 4,7 bilhões em setembro, com alta de 4,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O saldo comercial (exportações maiores que importações) ficou negativo em US$ 940 milhões. Na conta de rendas (remessa de lucros e dividendos, pagamento de juros e salários), houve déficit de US$ 2,3 bilhões.
Quando o país tem déficit em conta corrente (gasta além de sua renda), é preciso financiar o resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento estrangeiro direto (IED) é considerado a melhor forma de financiamento, por ser de longo prazo. Existem, porém, outras formas de financiamento, como os empréstimos e os investimentos estrangeiros em ações e em títulos de renda fixa.

