Marina Sarruf
São Paulo – Este mês serão realizadas duas feiras internacionais voltadas para o setor de jóias folheadas no estado de São Paulo: A Bijóias, que começa amanhã (11) e vai até sexta-feira (13) na capital paulista, e a Aljóias, que será realizada entre os dias 24 e 27 em Limeira, no interior do estado.
Os eventos, apoiados pelo Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), são voltados para comerciantes e empresários do setor que acreditam no potencial de crescimento do mercado externo para as bijuterias brasileiras.
O segmento de bijuterias movimenta algo em torno de R$ 940 milhões por ano no Brasil, sendo que 66% desse total é representado pelas jóias folheadas, o que corresponde a R$ 620 milhões, segundo informações da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
"Esse setor vem crescendo em todos os sentidos. A exportação tende a aumentar cada vez mais", disse Natalino Gonçalo, presidente da Aljóias 2004.
Em 2003, a segunda edição da Aljóias gerou negócios da ordem de R$ 21 milhões e foi visitada por 6 mil pessoas, incluindo representantes de 20 países. Para este ano, os organizadores esperam 8 mil visitantes e um aumento de 42% nos negócios, que podem chegar a R$ 30 milhões.
Gonçalo informou que visitantes árabes são aguardados na feira. "Já entramos em contato com eles e temos um grande interesse que venham nos visitar na abertura da Aljóias", afirmou. A feira recebeu representantes dos Emirados Árabes Unidos no ano passado.
"Estamos trabalhando para entrar com nossos produtos no mercado árabe. O setor de jóias folheadas de Limeira, hoje, tem muita competência para competir no mercado internacional", acrescentou Gonçalo.
Em 2003, a Aljóias teve uma rodada de negócios com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que rendeu mais de R$ 1 milhão em contratos.
Este ano serão duas rodadas, com compradores de seis países. "Tinha estrangeiro esperando do lado de fora para entrar na rodada de negócios, quem sabe no ano que vem podemos ter seis rodadas", completou Gonçalo.
Expositor
O empresário Rodolfo Dib Mereb, proprietário da Mereb Chains, fornecedora de componentes para jóias folheadas como miçangas, pérolas, strass, correntes, anéis e pulseiras, estará na Aljóias em busca de novos mercados.
"A Aljóias é a maior feira do segmento da América Latina, os números (gerados em negócios) comprovam seu sucesso", disse Mereb, que começou na Aljóias com apenas um estande e hoje já conta com cinco para atender os 8 mil visitantes que são esperados.
Mereb informou que tem contatos com africanos e libaneses, que são proprietários de lojas nos países árabes e que compram a matéria-prima da sua empresa. "Os libaneses acreditam que o Líbano é a porta de entrada para o mundo árabe", afirmou o empresário, que gostaria de ver uma edição da Aljoias no Líbano.
Qualidade e preço
"Há cada vez mais compradores internacionais no mercado de bijuterias", disse Vera Masi, diretora da outra feira, a Bijoias. De acordo com ela, a tendência desse setor é crescer, pois a bijuteria brasileira tem um bom preço e qualidade, além de peças criativas e com design moderno. "O momento é de exportar", afirmou ela.
Segundo a diretora, um dos motivos para o crescimento desse setor é que as jóias são muito caras. Além disso, os fabricantes de bijuterias e acessórios precisam estar sempre se atualizando, trazendo novidades e lançando coleções para acompanhar as evoluções da moda.
"Nosso mercado está entre o design europeu e a diversidade do chinês, temos muito talento para competir no mercado externo", completou Vera.
De acordo com informações da organização da Bijóias, são esperados mais de 7 mil compradores, entre eles importadores da Argentina, Venezuela, Chile, Europa e Estados Unidos. A previsão é de que sejam fechados negócios da ordem de R$ 17 milhões.
Contatos
Aljóias
www.aljoias.com.br
Bijóias (Masi e Associados)
+ 55 11 3862-2700
Mereb Chains
www.mereb.com

