Brasília – O setor público consolidado (governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais) registrou superávit primário de R$ 16,224 bilhões, no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta sexta-feira (31). Esse foi o pior resultado para o período na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. No primeiro semestre de 2014, houve superávit primário de R$ 29,38 bilhões.
Em junho, o setor público registrou déficit primário de R$ 9,323 bilhões, contra R$ 2,1 bilhões de resultado negativo registrado em igual período de 2014. O resultado do mês passado foi também o pior da série histórica.
Em 12 meses encerrados em junho, o setor público teve déficit primário de R$ 45,692 bilhões, o que corresponde a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse resultado em relação ao PIB também é o pior da série histórica.
As dificuldades em cortar gastos e aumentar as receitas fizeram a equipe econômica reduzir para R$ R$ 8,747 bilhões, 0,15% do PIB, a meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) para 2015.
No primeiro semestre, o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 1,911bilhão, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 16,426 bilhões. Os governos municipais registram superávit primário de R$ 2,868 bilhões. Já as empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 1,159 bilhão.
Os gastos com os juros que incidem sobre a dívida chegaram a R$ 26,933 bilhões em junho e acumularam R$ 225,870 bilhões nos seis meses do ano. O déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, chegou a R$ 36,256 bilhões em junho. No primeiro semestre, essas despesas chegaram a R$ 209,646 bilhões.
A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,962 trilhão em junho, o que corresponde a 34,5% do PIB. Em relação a maio, a dívida em proporção do PIB subiu 0,9 ponto percentual. A dívida bruta chegou a R$ 3,588 trilhões, ou 63% do PIB, com aumento 0,5 ponto percentual em relação a maio.

