Brasília – O presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Flávio de Azevedo defendeu a volta da tarifação de produtos siderúrgicos importados, suspensa em 2005 pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na ocasião a alíquota era de 16%, conforme lembra Azevedo, e, com a entrada desses produtos na lista de excessões da Camex a tarifa foi extinta. Azevedo destaca que, em razão disso, o país está sendo vítima de prática predatória comercial, pois há excesso de produção siderúrgica no mercado internacional, havendo ofertas ao mercado interno brasileiro que ficam abaixo do próprio custo da produção nacional.
O presidente do IBS recebeu nessa quarta-feira (13) em Brasília representantes de entidades sindicais e disse que o instituto está alinhado com eles para pressionar o governo a reverter o quadro atual na área das matérias primas siderúrgicas.
Depois do encontro, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse em entrevista que não apenas o setor empresarial siderúrgico mas também o segmento dos trabalhadores está muito preocupado com a queda de produção na indústria de transformação, da ordem de 44%, nos últimos quatro meses, porque motivou a demissão de 15 mil trabalhadores.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da CUT, Central Única dos Trabalhadores, Carlos Alberto Grana. destacou que a proteção da produção nacional de aço é uma das medidas mais importantes que precisam ser tomadas no momento já que o setor está correndo o risco de dar lugar aos produtos da China.
De acordo com informações do IBS, a produção acumulada na área siderúrgica no primeiro trimestre totalizou 5 milhões de toneladas de aço bruto e 3,5 milhões de toneladas de laminados, o que significou queda de 42,1% e 46,6% respectivamente sobre o primeiro trimestre de 2008

