Omar Nasser, da Fiep*
Curitiba – A Siemens inicia em janeiro de 2008, na planta de Curitiba (PR), a fabricação de terminais IP, equipamento para comunicação a distância que incorpora a tecnologia VoIP. Os investimentos na unidade paranaense, a segunda da empresa no mundo, depois da matriz alemã, a produzir os terminais, totalizam US$ 5 milhões. A partir de Curitiba, o produto será comercializado em todo o Brasil e exportado para a América Latina.
Os terminais IP têm a aparência de um telefone comum, com a diferença de usar uma conexão de rede de dados em lugar de uma conexão telefônica tradicional. Isso significa maior rapidez e qualidade da comunicação, reduzindo ruídos e colocando à disposição do usuário uma série de serviços inovadores, como teleconferência.
De acordo com Armando Alvarenga de Souza, executivo-chefe da Siemens do Brasil, a produção dos terminais em Curitiba permitirá uma redução de até 30% no valor do equipamento. Hoje, o valor médio de um terminal é de US$ 150. A familia OpenStage terá três modelos e a linha OptiPoint, seis tipos diferentes de aparelhos.
Mercado
A Siemens espera, com os investimentos na unidade paranaense, assumir a liderança de mercado no segmento de terminais. Relatório publicado, em agosto deste ano, pela consultoria internacional Frost & Sullivan, apontou a Siemens Enterprise Communications no topo do segmento no Brasil, com 43,2% de participação.
Também na América Latina, onde possui 23,2% de market share em sistemas de telefonia, segundo o estudo da Frost, a empresa visa assumir a liderança na comercialização de terminais IP. "Nossa meta é atingir a marca de comercialização de 150 mil terminais por ano em toda a região", comenta Humberto Cagno, executivo-chefe da Siemens para América Latina. O volume exportado deve representar aproximadamente 40% da produção.
Curitiba
A Siemens instalou-se, em 1975, na Cidade Industrial de Curitiba. É uma das três unidades fabris da empresa em todo o mundo a produzir plataformas de comunicação para empresas, sendo considerada referência mundial. A unidade fabril é atualmente o único pólo de fornecimento de plataformas de comunicação para a América Latina. Cerca de 60% das plataformas de comunicação produzidas no Brasil atendem ao mercado externo.
Desde marco de 2007, a fábrica Curitiba é responsável pela exportação direta de plataformas de comunicação para América Latina. Antes, a produção era destinada ao centro de distribuição da empresa na Alemanha, que distribuía para o resto do mundo. Esse processo ainda continua, exceto para os países da América Latina, que agora recebem os produtos diretamente do Brasil.
*Federação das Indústrias do Estado do Paraná

