Marina Sarruf
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São Paulo – Os contatos realizados pelo empresário paranaense Arakem de Azambuja Vilanova durante a Feira Internacional de Damasco, na Síria, que terminou ontem (22), podem gerar bons negócios e até uma feira síria no Brasil. "Três representantes do governo sírio vão vir em setembro para São Paulo e Paraná para estudarem a possibilidade de organizar uma feira de negócios entre empresários sírios e brasileiros", afirmou Vilanova, que é proprietário da Goa Internacional, empresa de consultoria de marketing.
De acordo com Vilanova, os sírios demonstraram muito interesse em negociar com o Brasil. "Ainda vamos definir os principais setores de interesse. Percebi que os sírios têm muito interesse no know-how e transferência de tecnologia brasileira em vários setores", disse. Vilanova também afirmou que os sírios ficaram interessados no conceito de farmácias de manipulação que ele levou para o país árabe. Segundo ele, a idéia é justamente vender toda a estrutura e tecnologia de uma farmácia.
Na opinião de Vilanova, a feira foi muito positiva, pois além de contatos com empresários sírios, também foram feitos contatos com representantes de empresas do Líbano, Iraque e países do Golfo Arábico. No estande da Câmara de Comércio Árabe Brasileira passaram mais de 200 visitantes, sendo que 60 deles queriam mais informações sobre o mercado brasileiro. De acordo com o coordenador de Desenvolvimento de Mercados da Câmara Árabe, Rodrigo Solano, 26% dos visitantes tinham interesse no setor de alimentos, 13% em maquinários em geral, 13% em móveis e acessórios de decoração, 9% no setor automotivo, 7% em etanol e outros biocombustíveis e o restante em diversos outros produtos.
"Esse é um momento de abertura na economia da Síria. Existem oportunidades de investimentos em diversos setores, como turismo, construção, bancário, entre outros. Além disso, está acontecendo uma reformulação nas leis de comércio exterior pelo Ministério da Economia e Comércio do país", afirmou o diretor da Câmara Árabe, Sami Roumieh, que teve diversos encontros com empresários e representantes de governo na Síria.
De acordo com Roumieh, o Brasil ainda é pouco conhecido comercialmente no país árabe, por isso é de extrema importância a participação brasileira numa feira como a de Damasco. "A participação do Brasil é de suma importância para a divulgar os potenciais econômicos e comercias do país na região. O Brasil pode vir a ser ainda um grande parceiro econômico da Síria", disse.
A Feira Internacional de Damasco, que começou dia 15 de agosto, contou com 25 pavilhões de mais de 42 países. Passaram pela feira mais de 350 mil visitantes. Segundo Solano, os contatos realizados no estande da Câmara Árabe foram positivos e serão passados para o departamento de comércio exterior da entidade.

