São Paulo – O sudanês Muzamil Hamid, chefe do Departamento de Parasitologia e Entomologia Médica da Universidade de Khartoum, do Sudão, vai falar na 6ª Conferência Internacional de Pesquisa em Plasmodium Vivax, que ocorre entre 11 e 14 de junho em Manaus, no Amazonas. O plasmodium vivax é um parasita identificado como a causa mais comum da Malária e de um dos tipos da doença que infecta humanos.
O sudanês vai abordar a identificação molecular e morfológica de suspeitos de vetores da plasmodium vivax em seu país. Hamid fala na terça-feira (13), no painel “Entendimento, mapeamento e novas intervenções na transmissão”, que inicia 11h30 e terá participação de pesquisadores do Brasil, Guatemala, Estados Unidos, Tailândia, Guiana, Austrália e Peru. O norte-americano Rhoel Dinglasan e o tailandês Kevin Kobylinski são os palestrantes principais.
A conferência é organizada pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e tem como principal patrocinador a Fundação Bill & Melinda Gates, além de outros como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo informações divulgadas por esta última, o encontro receberá pesquisadores de mais de 30 países e grupos que trabalham em colaboração com autoridades locais e internacionais para o entendimento da malária vivax.
De acordo com a coordenação da conferência, um dos destaques desta edição será a apresentação de resultados de testes clínicos da fase 3 da Tafenoquina, remédio administrado em dose única para combater a malária. A pesquisa com a medicação é feita mais de dez anos em Bangladesh, Peru, Tailândia e teve um braço executado em Manaus. A terceira fase é a última etapa antes do registro e autorização comercial de um produto farmacêutico.
O encontro começa com as discussões no domingo, das 9h às 18h, e terá sua cerimônia de abertura pela noite, às 19h30, com presença de autoridades e cientistas. A conferência será presidida pelo médico e pesquisador da Fiocruz Amazônia e da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Marcus Lacerda, que coordena o evento juntamente com os pesquisadores Wuelton Monteiro e Stefanie Lopes.


