São Paulo – O Sudão vai aumentar a área de plantio e a produtividade das suas lavouras nos próximos anos e vai precisar comprar máquinas agrícolas para atender a demanda. É o que promete o presidente da CTC, Ahmed Amin Abdellatif, que vê no Brasil um dos principais parceiros paras as empresas sudanesas do setor de agricultura.
A CTC atua em diversos segmentos da economia no Sudão, como indústria automobilística, hotelaria, imobiliária, eletroeletrônica e telecomunicações, mas é na agricultura que está a maior parte dos seus negócios. Uma das atividades da CTC no setor é a importação e revenda de equipamentos agrícolas produzidos no Brasil.
“Há cerca de 15 anos tínhamos, em todo o país, aproximadamente 15 mil máquinas agrícolas. Agora, nossa demanda é por três mil novos equipamentos a cada ano. Nossa lavoura está crescendo muito”, afirmou o presidente da CTC à ANBA durante um jantar realizado em Cartum na noite de quinta-feira (17).
Cinco empresas brasileiras e a CTC expõem seus produtos e serviços na Feira Internacional de Cartum desde o dia 14. A participação delas no evento é organizada por uma parceria feita entre o Itamaraty e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Além da CTC, estão nesta missão a NSO Borrachas, a construtora Andrade Gutierrez, a trading Montex, a fabricante de equipamentos hospitalares Fanem e a fabricante de máquinas agrícolas Colombo.
Além de ter um clima favorável ao plantio, disse Abdellatif, o país tem investido na lavoura para exportar produtos agrícolas. “Agora que nos separamos do Sudão do Sul, o país começa a descobrir oportunidades e vemos que temos muito potencial no setor agrícola”, afirmou.
Abdellatif disse que o Sudão tem aproximadamente 100 milhões de hectares disponíveis para o plantio. A maior parte das terras cultiváveis deverá ser ocupada por culturas que já se mostraram férteis nos campos do país. É o caso do açúcar, soja, milho e algodão. “Essas terras vão precisar de muitas máquinas nos próximos anos, especialmente aquelas utilizadas na fase de colheita”, disse ele.
O presidente da CTC acredita que os negócios deverão crescer à medida que as barreiras culturais diminuírem, como é o caso da dificuldade em se falar o mesmo idioma.

