São Paulo – Doadores internacionais prometeram repassar US$ 600 milhões ao Sudão do Sul para evitar que o conflito interno que atinge o país piore e prejudique ainda mais a população. A promessa foi feita na terça-feira (20) em uma reunião organizada pela Noruega na sede das Nações Unidas, em Nova York.
A subsecretária-geral para assuntos humanitários e coordenadora de Ajuda de Emergência das Nações Unidas, Valerie Amos, afirmou que o dinheiro irá ajudar a salvar vidas. “Essas generosas promessas irão, uma vez pagas, salvar as vidas das pessoas mais vulneráveis no Sudão do Sul e para aqueles que buscaram refúgio em países vizinhos”, afirmou Amos.
O país está em crise desde o fim de 2013 em razão de uma disputa política entre o presidente, Salva Kiir, e o ex-vice-presidente, Riek Machar, que foi obrigado a deixar o cargo no começo deste ano. A crise política, no entanto, tomou as ruas e se tornou uma batalha, que obriga a população a deixar o país em busca de refúgio. Os dois políticos assinaram no fim de abril um acordo para colocar fim ao conflito.
O Sudão do Sul foi criado em 2011, quando se separou do Sudão. O país é rico em petróleo, mas como não tem saída para o mar, remete o produto ao Sudão, com quem divide as receitas da exploração da commodity.
Ainda de acordo com informações das Nações Unidas, o Sudão precisa de US$ 1,8 bilhão em doações neste ano para garantir assistência humanitária à população. Desse total, US$ 1,26 bilhão ainda são necessários. A ONU afirma que um terço da população não tem acesso à comida e que 50 mil crianças desnutridas podem morrer.

