Da redação*
São Paulo – O Sudão e Angola devem decidir nas próximas semanas se desejam ou não entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Caso a decisão seja positiva, estes serão os primeiros ingressos na organização em 30 anos, segundo informou o presidente da instituição, Edmund Daukoru, à agência de notícias Dow Jones Newswires.
"Os países têm de decidir o que é melhor para eles. Aprovamos uma Opep maior, mas eles terão responsabilidades", declarou Daukoru. Segundo a agência, uma ampliação da Opep permitiria à organização melhor administração de preços petrolíferos devido a um maior volume de produção. Entretanto, isso pode também causar confusão quando caírem os preços petrolíferos e os países forem obrigados a reduzir sua produção.
Atualmente, a Opep responde por 42% da produção petrolífera global, contra 55% em 1974, mas esta participação deve crescer para cerca de 50% nas próximas décadas devido ao baixo crescimento na produção petrolífera de países que não são membros da Opep.
Angola produz cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo ao dia, volume que pode dobrar nos próximos cinco anos, e o Sudão pretende elevar sua produção para 500 mil barris de petróleo ao dia. Atualmente o país produz entre 300 mil e 350 mil barris diários. A produção atual do Sudão está bem abaixo da do menor produtor da Opep, o Catar, cuja produção média foi de 800 mil barris ao dia em 2005, segundo dados da Opep.
*Tradução de Mark Ament

