São Paulo – O novo subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para as operações de paz elegeu, nesta quinta-feira (13), o Sudão e o Sudão do Sul como prioridades durante seu mandato. Embora tenha elogiado os funcionários e voluntários das Nações Unidas que atuam nos países africanos, o diplomata Hervé Ladsous disse que é preciso tornar as forças de paz preparadas para agir mais rápido.
Em entrevista à Rádio ONU, Ladsous disse que está preocupado com os efeitos que a crise econômica pode ter nas missões de paz, que atualmente estão divididas em 16 operações formadas por 120 mil pessoas.
“Entendo o momento, concordo com ele, mas vou em frente, vou fazer o que é preciso. Até agora, os estados-membros estão fortalecendo sua política fiscal, promovendo cortes de gastos. Eles tentam cortar gastos o máximo que podem, mas é claro que não podem adotar [as medidas] ao custo das missões [de paz], que nos foram confiadas pelo Conselho de Segurança. Precisamos ser mais econômicos e prudentes sem que haja um aumento do risco à segurança dos funcionários da ONU. Esta é uma grande preocupação”, disse.
Ladsous afirmou que Sudão, Sudão do Sul e Adis Abeba, a capital da Etiópia, são regiões prioritárias para a ONU. Ele elogiou o trabalho que está sendo feito nestes lugares e prometeu dialogar com a União Africana para avançar no desenvolvimento destas regiões.
“Decidi ir na minha primeira viagem para uma das áreas de mais alta prioridade para nós para passar um tempo conversando e trabalhando junto com os colegas da União Africana. Eles são parceiros absolutamente indispensáveis, mas é preciso fortalecer ainda mais as relações que já são, na minha opinião, muito produtivas”, disse.
Ladsous é francês. Ele começou a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores da França em 1971, serviu em Hong Kong, Canberra (Austrália) e Pequim (China) e foi chefe da representação francesa nas Nações Unidas em Genebra. O diplomata foi também representante permanente-adjunto nas Nações Unidas em Nova York. Ladsous substituirá o também francês Alain Le Roy no comando das operações de paz.

