São Paulo – O Sudão, país árabe do Norte da África, foi escolhido como um dos mercados prioritários para as exportações do setor sucroenergético brasileiro no período de 2011-2012. Em uma ação conjunta, lideranças do segmento pretendem promover as vendas de todos os tipos de equipamentos e serviços necessários para a implementação completa de uma usina de cana-de-açúcar.
A decisão foi tomada durante reunião realizada esta semana em Sertãozinho, interior de São Paulo, por membros do projeto Brazilian Sugarcane Bioenergy Solutions, desenvolvido em parceria pelo Arranjo Produtivo do Álcool (APLA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que reúne 69 empresas. Outros mercados que também serão alvo de ações de promoção comercial do setor são Argentina, Colômbia, Venezuela, Guatemala, México, África do Sul e Tailândia.
“O Sudão, como país agrícola, é um dos mais promissores da África”, afirma Marcos Tadeu Lélis, coordenador da Unidade de Inteligência Comercial e Competitiva da Apex. “Ele tem um território grande e com terreno plano, o que permite ter grandes extensões agrícolas”, explica.
De acordo com o coordenador da Apex, as ações de promoção realizadas no Sudão também devem ser estendidas ao Egito. “Sudão e Egito podem exportar alimentos para os países do Oriente Médio”, explica Lélis, sobre a possibilidade da exportação de açúcar a outros países árabes.
Em 2010, as empresas do setor sucronergético do Brasil exportaram o equivalente a US$ 9,5 milhões ao Sudão. Para o Egito, segundo maior mercado do Norte da África para este setor no Brasil, foram US$ 4,7 milhões. Segundo Lélis, as companhias darão início a um trabalho de prospecção no Sudão. “Elas irão ver quantas usinas já estão funcionando, qual tecnologia estão usando, que tipos de máquinas podem ser usadas”, detalha.
Para o executivo, o Brasil precisa entender melhor o mercado sudanês para reforçar sua atuação naquele território. “O Sudão é um dos países com maior produtividade agrícola do continente africano”, destaca. “É um mercado que vai começar a se abrir. As pessoas têm que conhecer a tecnologia brasileira”, completa. Em 2010, as 30 empresas exportadoras do projeto Brazilian Sugarcane venderam ao mercado externo o equivalente a US$ 511,6 milhões.

