São Paulo – O Sudão espera se beneficiar da experiência brasileira na realização de eleições, após a assinatura esta semana de um memorando de entendimentos entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Comissão Nacional Eleitoral sudanesa (NEC, na sigla em inglês). O acordo cria bases para a cooperação bilateral na área.
“O Sudão espera se beneficiar da experiência democrática brasileira, bem como da sua expertise na tecnologia eletrônica de eleições. Nesse sentido, nós esperamos cooperação técnica com os países amigos nessa área vital”, disse à ANBA o embaixador da nação africana em Brasília, Abd Elghani Elnaim Awad Elkarim, por e-mail.
O diplomata explicou que as eleições em seu país ocorrem a cada cinco anos e que o próximo pleito geral será realizado em abril de 2015. Estarão em disputa a Presidência, cadeiras nas duas câmaras do Parlamento, 18 governos estaduais e vagas nos legislativos dos estados.
“A Corte Suprema do Brasil está convidada a monitorar estas eleições”, destacou Elkarim. O acordo firmado esta semana prevê o monitoramento recíproco de pleitos. “A Comissão Eleitoral Nacional está determinada a organizar eleições justas, transparentes e imparciais”, acrescentou.
Uma delegação chefiada pelo presidente da comissão, Mukhtar Al-Assam, esteve em Brasília e visitou órgãos da Justiça Eleitoral. O grupo se reuniu com o presidente do TSE, Dias Toffoli, entre outros encontros.
O embaixador contou que a primeira experiência eleitoral do Sudão ocorreu em 1953, e a primeira mulher parlamentar foi eleita em 1965. Ele ressaltou que a composição atual do Legislativo tem uma cota mínima de 25% para mulheres.


