São Paulo – A Organização das Nações Unidas para a Imigração (IOM, na sigla em inglês) anunciou na sexta-feira (13) que precisa de US$ 10 milhões para continuar a receber e prover as mínimas condições de sobrevivência a refugiados sudaneses que chegam ao Sudão do Sul.
Desde setembro de 2011, aproximadamente 93 mil pessoas deixaram o Sudão em busca de refúgio no país vizinho. Segundo informações da Rádio ONU, os dois países brigam pelo controle de uma região rica em petróleo no estado do Nilo Azul.
De acordo com o porta-voz do IOM, Jumbe Omari Jumbe, os refugiados chegam aos campos em “boa forma, embora tenham caminhado por quatro ou cinco dias”. As vítimas são recebidas com água, comida, acessórios de higiene pessoal e abrigo. Segundo Jumbe, somente na última semana três mil refugiados chegaram ao campo de Doro, a cerca de 20 quilômetros da fronteira.
O Sudão do Sul se separou do país vizinho e se tornou independente em julho de 2011. Desde então, os dois países brigam por áreas ricas em petróleo, especialmente na região de Abyei. Pessoas que moram na região precisam fugir de bombardeios.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu na quinta-feira (12) que o Sudão do Sul retire suas tropas da região de Heglig (no Sudão) e que o Sudão pare com os bombardeios. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu que os presidentes do Sudão, Omar Al-Bashir, e do Sudão do Sul, Salva Kiir, se reúnam e cheguem a um consenso. “O petróleo [daquela área] deveria ser utilizado para lhes trazer prosperidade”, afirmou.

